O preço futuro do boi gordo voltou a subir, recuperando parte da forte perda acumulada nos 2 primeiros pregões de março.
O mercado futuro do boi gordo já vinha descolado do físico mesmo antes do início do conflito no Oriente Médio, como resultado de uma expectativa pontual de uma maior oferta de animais prontos para o abate no período da safra (clique aqui).
Contudo, nos primeiros dias de março o mercado futuro do boi gordo descolou ainda mais do físico e apresentou forte queda, com destaque ao contrato que vence em abril, com perda de quase R$12,0 por arroba frente ao final de fevereiro.
O preço esperado do boi gordo para todos os contratos com vencimento em aberto na B3 ficou abaixo da referência no físico em março (3), o que mostrou a intensidade da queda (clique aqui) e o que, segundo a leitura do Farmnews, não condiz com os fundamentos do mercado para o ano de 2026 (clique aqui).
No entanto, é importante destacar que os efeitos negativos do conflito no Oriente Médio não podem ser minimizados, especialmente se persistir por um período mais longo de tempo (clique aqui). Esse é o principal receio nesse momento, além da escalada, que o conflito se estenda por um período mais longo, o que tende a comprometer a logística, armazenamento e, por consequência, aumentar a inflação mundo afora.
E esse receio fez com que o preço futuro do boi gordo acumulasse forte queda nos primeiros 2 dias de março. A intensidade da queda no mercado futuro fez com que o preço esperado para março de 2026 caísse mais de R$10,0 por arroba entre o final de fevereiro e o segundo dia útil de março.
A queda nos contratos futuros do boi gordo nos 2 primeiros dias úteis de março oscilou, em geral, entre R$7,5 e R$11,5 por arroba, com destaque ao vencimento de abril, como destacado acima, com a maior perda no período.
Pois é, mas o mercado futuro do boi gordo voltou a subir em março (4), recuperando parte das perdas acumuladas nos últimos pregões, como mostram os dados da Tabela abaixo.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre março e outubro de 2026, em Reais por arroba.

E vale destacar também que o preço do bezerro iniciou março renovando a máxima diária e sinalizando novo recorde nominal mensal. O mês de fevereiro de 2026 (clique aqui) foi histórico para o bezerro, com a categoria alcançando novo patamar histórico de preço, em valor nominal. No entanto, o mês de março caminha para ser ainda melhor que o mês anterior e nova máxima deve ser observada. Clique aqui e saiba mais!
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