O preço futuro do milho para setembro de 2026 voltou a subir em julho (22) e recuperou o patamar de R$70,0 por saca.
A cotação do milho segue subindo em julho, com o valor da saca novamente acima de R$65,0 (Cepea) e também cotado em valores mais altos do que o observado no mesmo período dos anos anteriores (primeira Figura).
A expectativa é de continuidade do movimento de recuperação no preço do milho e o que igualmente reflete na melhora da expectativa do preço futuro do grão na B3.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do milho (Cepea), em Reais por saca, desde 2024.

Apesar da recuperação do preço do milho desde a segunda metade de junho, os valores mensais seguem próximo da mínima do ano (segunda Figura).
O preço do milho na parcial de julho de 2026 (até o dia 23) foi de R$64,6 por saca, acima do mês anterior, mas ainda abaixo dos valores médios praticados nos meses anteriores a junho.
Por outro lado, o valor médio parcial de julho de 2026 voltou a ficar acima da média nominal (Cepea) de julho de 2025.
A Figura apresenta os dados médios nominais do preço mensal do milho (Cepea), em Reais por saca, entre janeiro de 2020 e a parcial de julho de 2026 (até o dia 23).

Esse movimento de recuperação no preço do milho no mercado físico aumenta a expectativa de valorização no preço futuro, com os contratos com vencimento em aberto na B3 mostrando gradativa recuperação (terceira Figura).
O preço futuro do milho para setembro de 2026 voltou a ficar acima de R$70,0 por saca e precifica a continuidade do movimento de valorização do grão. O destaque, contudo, fica para os contratos que vencem no início de 2027, especialmente de março, próximo de R$78,0 por saca.
A Figura abaixo apresenta dados de preço do milho no mercado físico (Cepea) e dos contratos futuros, segundo B3, entre setembro de 2026 e julho de 2027, em Reais por saca, no dia 22 de julho, considerando os valores do ajuste.

E mudando de assunto, vale destacar que na primeira metade de 2026 a relação de preço da ureia e do milho subiu, ressaltando o momento de preocupação com relação ao poder de compra do agricultor.
A relação de preço da ureia e do milho, considerando o valor médio de importação (FOB) mostrou uma realidade preocupante em 2026. Isso porque em junho foram necessárias, em média, 47,11 sacas de milho para importar uma tonelada de ureia (já convertido para a moeda nacional), o maior valor ao longo da série iniciada em 2020.
Além do recorde de junho de 2026, o valor médio na primeira metade de 2026 foi de 38,54 sacas de milho para importar o equivalente a uma tonelada de ureia (FOB), valor muito acima da quantidade necessária em 2025 e superior ao recorde anterior para o período do ano, de 2022 (37,91 sacas). Clique aqui e confira os dados!
Isso reforça o momento de dificuldade da agricultura em 2026 e a preocupação com o resultado do produtor.
A expectativa é que o preço do milho suba na segunda parte de 2026 e início de 2027 (clique aqui), e o preço da ureia, apesar das incertezas e volatilidade, deve permanecer em queda.
Caso essa expectativa se confirme, o poder de compra do agricultor tende a melhorar, com a queda na relação de preço da ureia e do grão. No entanto, mesmo com a melhora no poder de compra, o cenário deve seguir desafiador.
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