Venda de carne bovina segue firme em outubro e preço sobe no atacado e varejo

Scot Consultoria
Farmnews

Mesmo com a proximidade da segunda quinzena do mês, a venda de carne bovina não perdeu o ritmo e os preços estiveram firmes.

Apesar da proximidade da virada da quinzena, as vendas no varejo estão em bom ritmo e, devido a isso, os pedidos de reposição de estoque no setor atacadista melhoraram. A força das vendas após o feriado da última segunda-feira, 12/10, somada à menor disponibilidade do produto nas câmaras e à firmeza no mercado do boi gordo, colaborou para a sustentação dos preços em todos os setores.

Com isso, a cotação média subiu em todos os setores.

No setor atacadista de carne com osso, a cotação da carcaça casada do boi capão, do boi inteiro e da novilha subiu 1,0%. A do boi capão foi negociada em R$25,00/kg, enquanto as do boi inteiro e da novilha ficaram em R$24,55/kg. Já a cotação da carcaça casada da vaca subiu 1,1%, apregoada em R$24,00/kg.

A cotação da carcaça casada do boi capão igualou o maior patamar registrado na série histórica, alcançado anteriormente na penúltima semana de abril de 2026. As demais carcaças, que atingiram recordes nas últimas semanas, continuam registrando novas máximas históricas.

No atacado de carne sem osso, a média geral subiu 1,3%.

Para os cortes do traseiro, a média também subiu 1,3%, com 13 cortes em alta e três estáveis. Os destaques foram as picanhas A e B, ambas com alta de 3,3%.

Para os cortes do dianteiro, a média subiu 1,0%, com todos os seis cortes em alta. A maior variação foi do lombinho, que subiu 1,4%.

No varejo, nenhum estado apresentou queda na cotação média: sete registraram alta e um, estabilidade.

Em Minas Gerais, a cotação média não mudou, com cinco cortes em alta, 10 em queda e cinco sem alteração. O lagarto apresentou a maior variação, com alta de 3,0%.

Em São Paulo, a média subiu 0,6%, com 11 cortes em alta, quatro em queda e cinco estáveis. O contrafilé apresentou a maior alta, de 2,5%.

No Paraná, a média subiu 1,1%, com 10 cortes em alta, cinco em queda e cinco estáveis. O acém foi o destaque, com alta de 5,1%.

No Rio de Janeiro, a cotação média subiu 0,7%, com 11 cortes em alta, cinco em queda e quatro sem variação. A costela apresentou a maior alteração, com alta de 8,0%.

Em Mato Grosso, a média subiu 0,9%, com 13 cortes em alta e sete em queda. O corte que mais variou foi a paleta, com queda de 5,8%.

Em Goiás, a média subiu 1,4%, com 14 cortes em alta, quatro em queda e dois estáveis. O destaque foi a paleta, que subiu 7,0%.

Em Mato Grosso do Sul, a média subiu 0,7%, com 13 cortes subindo, cinco caindo e dois sem alteração. A alcatra com maminha apresentou a maior variação, com a queda de 4,9%.

No Rio Grande do Sul, a cotação média subiu 0,4%, com oito cortes em alta, cinco em queda e sete estáveis. A costela foi o destaque, com alta de 6,1%.

No curto prazo, é esperado que a venda de carne bovina perca ritmo, mas sem força para pressionar as cotações.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

venda de carne bovina
Fonte: Dados da Scot Consultoria (até 15-out)

Os dados da exportação de carne bovina do Brasil iniciaram outubro com média diária de embarque quase 40,0% abaixo de 2025.

Isso porque nos primeiros 7 dias úteis de outubro de 2026, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 8,76 mil toneladas métricas, valor quase 40,0% abaixo da média diária observada em outubro de 2025 (14,56 mil toneladas métricas).

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

venda de carne bovina
Fonte: Dados da Scot Consultoria (até 15-out)

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