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Venda de carne bovina seguiu lenta no final de março, mas deve ganhar força com salários!

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A venda de carne bovina nos últimos dias úteis de março e com a distância do quinto dia útil de abril, não retomaram força.

A semana esteve com um menor ritmo na venda de carne bovina do varejo e, como consequência, os pedidos de reposição também diminuíram. Por ser uma semana curta, os varejistas maiores já realizaram suas compras para suprir o final de semana, enquanto os menores deixaram para a última hora, o que mantém o otimismo do setor atacadista.

No atacado de carne com osso, houve valorização em todas as carcaças casadas.

A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 1,5%, apregoada em R$23,90/kg, enquanto a do boi inteiro teve alta de 1,6%, cotada em R$22,90/kg.

Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 1,9%, chegando a R$21,90/kg, e a da novilha teve aumento de 1,6%, negociada em R$22,50/kg.

No atacado de carne sem osso, o movimento também foi de valorização, com a média geral avançando 0,7%.

No traseiro, a média teve elevação de 0,4%, influenciada pela alta de 12 cortes, enquanto três recuaram e um ficou estável. O destaque foi o músculo, com aumento de 3,1%.

Para os cortes do dianteiro, a média cresceu 1,8%, com todos os seis cortes registrando alta. A maior variação foi de 3,7% para a paleta sem músculo.

No varejo, o comportamento foi misto, com São Paulo e Rio de Janeiro apresentando ajustes negativos e Paraná e Minas Gerais registrando alta.

Em São Paulo, após semanas consecutivas de alta na média geral, houve leve queda de 0,3%, com 11 cortes em baixa, sete em alta e três estáveis. O destaque foi a alcatra com maminha, que registrou queda de 2,8%.

No Rio de Janeiro, o recuo foi de 0,8%, com 12 cortes em baixa e nove em alta. A maior variação foi a queda de 4,5% para o patinho e o cupim.

No Paraná, oito cortes subiram, oito caíram e cinco permaneceram estáveis. O destaque foi o cupim, com recuo de 2,8%. Apesar desse quadro, a média apresentou ajuste positivo de 0,1%.

Em Minas Gerais, a média aumentou 0,7%, com oito cortes em alta, três em queda e dez sem alteração. O principal destaque foi a maminha, com valorização de 3,9%.

No curto prazo, a expectativa é de melhora na venda de carne bovina. Esse movimento deve ganhar força com a entrada dos salários e com o Domingo de Páscoa, que tende a estimular o consumo.

Competitividade entre as carnes em março

Em março, considerando do primeiro ao último dia útil, o preço do dianteiro bovino acumulou alta de 7,8%, ou R$1,40/kg, fechando em R$19,40/kg.

O frango médio* registrou aumento de 8,6%, ou R$0,53/kg, comercializado em R$6,70/kg. Com isso, a relação de troca melhorou 0,7% para a carne bovina, passando de 2,92kg para 2,90kg. Ou seja, ao final do mês, foi possível adquirir um volume menor de frango com 1kg de carne bovina.

Por outro lado, o suíno especial** apresentou queda de 2,9%, ou R$0,30/kg, negociado em R$9,90/kg.

Dessa forma, a competitividade da carne bovina frente à suína piorou 11,0%, permitindo a compra de maior volume de carne suína com 1kg de carne bovina. No início do mês, era possível adquirir 1,76kg e, no fechamento, 1,96kg.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

venda de carne bovina

E vale destacar que o USDA atualizou os dados do preço da carne bovina no atacado dos EUA em março de 2026. E foi apresentado números que mostram nova disparada de preço e o valor cada vez mais próximo de renovar a máxima histórica por lá, quando no auge dos receios relacionados a COVID-19 os preços dos alimentos apresentaram forte alta.

preço da carne bovina nos EUA em março de 2026 subiu mais de 22,0% frente ao valor nominal de março de 2025 e renovou a máxima nominal para o período pelo quinto ano consecutivo.

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

venda de carne bovina

Veja também que o preço do bezerro e do boi gordo iniciou o mês de abril renovando a máxima nominal histórica. O mês de março foi histórico tanto para a categoria de reposição como do animal pronto para o abate, com ambos alcançando patamares recordes nominais. E abril promete novos recordes e o primeiro deles aconteceu justamente no primeiro dia do mês.

O Farmnews também comparou os dados do preço do bezerro e do boi gordo nos meses de março, entre 2018 e 2026, avaliados tanto em moeda americana como em moeda nacional!

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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