A demanda por carne bovina ficou estável na primeira metade do mês, contrariando a expectativa mais otimista para o período.
Em outras palavras as vendas de carne bovina caminham, mas sem embalo.
A primeira metade do mês, que tende a apresentar uma demanda por carne bovina mais aquecida, reportou vendas mais amenas do que o esperado.
No mercado paulista, as vendas não retraíram, mas também não se aqueceram como o esperado, em um momento em que se aguardava maior ritmo por ser a semana seguinte ao pagamento dos salários. A oferta foi suficiente para suprir a demanda.
No atacado de carne com osso, a cotação da carcaça casada do boi capão subiu, enquanto as das demais categorias caíram.
A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 0,6%, cotada em R$23,80/kg. Por outro lado, a do boi inteiro caiu 0,4%, comercializada em R$22,55/kg.
A carcaça casada da vaca caiu 0,9%, cotada em R$21,55/kg, e a da novilha apresentou queda de 0,5%, apregoada em R$22,15/kg.
No mercado atacadista de carne sem osso, a cotação média recuou tanto para os cortes do traseiro quanto do dianteiro e, com isso, a média geral caiu 0,4%.
A média do traseiro apresentou queda de 0,3%, com nove cortes em queda, três em alta e quatro estáveis. O maior destaque negativo foi a alcatra completa, que recuou 1,2%.
Já a cotação média dos cortes do dianteiro caiu 0,7%, sendo que a maior variação ocorreu na paleta com músculo, que recuou 1,0%. Cinco cortes apresentaram queda e um se manteve estável.
No varejo, diferentemente do atacado, em que o movimento foi de queda, a maioria dos estados apresentou valorização na média, com exceção de São Paulo, onde o preço médio não mudou.
A média de preços não mudou em São Paulo. No estado, 10 cortes caíram, nove subiram e dois não apresentaram variação. A picanha foi o destaque, com alta de 3,9%.
No Paraná, a média subiu 0,9%, com 13 cortes em alta, cinco em queda e três estáveis. O destaque foi o filé mignon com cordão, que subiu 4,5%.
Em Minas Gerais, a alta foi de 0,8%, com 12 cortes registrando alta, quatro em queda e cinco sem variação. O destaque foi a alcatra completa, que subiu 4,0%.
No Rio de Janeiro, a média também subiu 0,8%, com 13 cortes em alta e oito estáveis. O destaque ficou por conta da picanha maturada e da maminha, ambas com alta de 4,5%.
No curto prazo, as vendas devem perder o ritmo com o avanço do mês, ou seja, a demanda por carne bovina tende a cair na última quinzena de março!
Oriente Médio
O ponto de atenção é o conflito no Oriente Médio, que tem dificultado o embarque de parte dos produtos para a região, podendo fazer com que eles permaneçam no mercado interno e pressionem os preços. Por outro lado, a possibilidade de alta nos fretes, devido ao aumento do preço do diesel, principal combustível utilizado no transporte, pode refletir no preço final da carne, limitando as quedas.
Tabela 1. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

O Farmnews também tem destacado para o aumento da demanda de carne bovina não apenas entre os principais compradores do Brasil, como a China e os EUA. Embora ambos estejam igualmente aumento o ritmo de compra em 2026 (clique aqui), outros países também seguem com maior apetite de compra do produtor brasileiro.
A Rússia, por exemplo, foi um dos destaques nesse início de 2026. Isso porque no acumulado até fevereiro, a compra de carne bovina brasileira pelos russos foi a maior para o período do ano desde 2017. Clique aqui e confira os dados!
Os países da UE também foram destaque nesses primeiros meses de 2026, com a importação de 14,17 mil toneladas métricas de carne bovina in natura no acumulado até fevereiro, valor acima do praticado no mesmo período do ano anterior (12,00 mil toneladas) e também no maior patamar ao longo de uma série iniciada em 2018. Clique aqui e confira!
Tabela 2. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

O Farmnews também apresentou os dados de compra dos principais países importadores de bovinos vivos do Brasil em 2026, até fevereiro (clique aqui).
Vale lembrar que a venda de bovinos vivos do Brasil renovou a máxima histórica em janeiro de 2026, alcançando valor muito acima do praticado ao longo da série iniciada em 2005. A exportação de bovinos vivos, avaliada em faturamento, somou o equivalente a US$208,70 milhões em janeiro de 2026, o valor mensal mais alto já observado. Clique aqui e saiba mais.
E após o recorde de janeiro de 2026, a venda de bovinos vivos brasileiros para o mercado internacional caiu em fevereiro de 2026, tanto em relação ao mês anterior como frente ao mesmo período do ano anterior (clique aqui).
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