As posições em aberto no mercado futuro do boi gordo caíram no início de julho para o menor patamar desde fevereiro.
A queda nas posições em aberto na B3 foi expressiva, uma vez que o encerramento dos negócios do contrato de junho não foi compensado pelo aumento da procura pelos demais vencimentos, mostrando a baixa demanda do investidor pelo boi gordo na B3.
A pressão negativa no preço do boi gordo desde a segunda metade de junho, com a demanda doméstica mais fraca e a diminuição do ritmo de exportação de carne bovina devido ao limite de cota chinesa, sem tarifa adicional, parece refletir no volume de negócios também na B3. E isso preocupa!
O total de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo em julho (2) de 43.773 foi o menor desde fevereiro, como mostram os dados apresentados na primeira Figura abaixo.
A Figura apresenta os dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo na B3 entre outubro de 2025 e a parcial de julho de 2026 (2).

A queda nas posições em aberto na B3 no início de julho é esperada devido ao fim dos negócios do contrato de junho. Contudo, a queda surpreendeu, pois o aumento das posições para os demais vencimentos foi muito discreta (segunda Figura).
As posições em aberto no mercado futuro do boi gordo despencaram no início de julho, voltando para os patamares de fevereiro, assim como o preço da arroba e isso merece atenção.
A Figura apresenta o número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3), por mês de vencimento, em junho (25) e julho (2).

O contrato para vencimento em outubro de 2026 passou a ser o de maior número de posições em aberto na B3, embora o ritmo de aumento seja contínuo, embora ainda modesto (terceira Figura).
O preço esperado do boi gordo para os meses finais do ano mantém uma expectativa de alta em relação ao valor atual da arroba no mercado físico. No entanto, ambos, físico e futuro seguem em queda.
No entanto, a queda é maior no físico e isso contribui para as decisões de proteção e gestão de risco, como temos destacado no Farmnews.
Isso porque embora o ciclo pecuário de longo prazo seja de alta e uma recuperação seja prevista para os meses finais de 2026 e 2027, o curto prazo segue pressionado e isso mantém os contratos também em queda (embora em menor proporção que o físico).
A Figura ilustra a evolução do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento de agosto e outubro de 2026, entre o novembro de 2025 e a parcial de julho de 2026 (2).

E você sabia que o preço da carne bovina nos EUA em junho de 2026 subiu 3,7% frente ao valor nominal de junho de 2025 e alcançou o patamar mais alto para o período do ano.
O valor de junho de 2026 também se aproxima da máxima histórica de preço, não apenas considerando o mês de junho e, isso reforça para a contínua valorização do valor dos cortes em um cenário de oferta de animais para o abate cada vez mais restrita também nos EUA.
Veja também que o preço do bezerro encerrou a primeira metade de 2026 acumulando alta, no patamar recorde para o período do ano, mas sugerindo uma maior estabilidade no curto prazo.
O preço do bezerro, apesar de acumular alta em 2025, frente ao último preço de 2025, apresentou média mensal em junho pouco abaixo da observada no mês anterior e, interrompendo uma sequência de 9 meses consecutivos de valorização.
Apesar da leve queda em junho, quando comparado ao mês anterior que, inclusive foi recorde nominal histórico, o valor alcançou nova máxima para um mês de junho, em 2026.
Veja também que o indicador de arrobas de boi gordo por bezerro renovou a máxima para um mês de junho em 2026. Pois é, a quantidade necessária de arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro nunca foi tão alta para um mês de junho como em 2026.
O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!


