O preço da carne bovina nos EUA segue subindo, com o valor no atacado renovando a máxima para um mês de dezembro e no maior valor anual em 2025.
O USDA atualizou os dados do preço da carne bovina nos EUA (primeira Figura) que, alcançou o patamar mais alto para um mês de dezembro, em 2025 e, pouco mais de 25,0% acima do valor observado no mesmo período de 2024.
A Figura apresenta o preço nominal da carne bovina no atacado dos EUA, nos meses dezembro, em dólares por cwt – hundredweight, entre 2010 e 2025, segundo dados do USDA.

O preço da carne bovina nos EUA, em dezembro de 2025, subiu mais de 25,0% frente ao valor nominal praticado no mesmo período do ano anterior.
Além da alta em relação ao mesmo período do ano anterior, a carne bovina no atacado dos EUA renovou a máxima nominal em 2025, em patamares muito acima do valor médio observado nos anos anteriores, como mostram os dados da segunda Figura.
O importante é destacar que além do preço médio da carne bovina no atacado dos EUA, o preço do boi gordo no país também renovou a máxima nominal em 2025. O Farmnews inclusive apresentou os dados que mostram a evolução do preço médio de venda do animal pronto para o abate nos EUA ao longo dos últimos anos (clique aqui).
Em 2025, o valor médio do boi gordo nos EUA (Nebraska, Choice 60-85) foi de US$149,3 por arroba, valor 19,8% acima da média nominal de 2024 (124,6) e, além do quinto ano consecutivo de valorização, o maior patamar da história. Desde 2020 o preço do boi gordo nos EUA mais que dobrou, passando de US$71,3 por arroba para quase US$150,0 por arroba, de média.
A Figura apresenta o preço médio anual, valor nominal, da carne bovina no atacado dos EUA entre 2016 e 2025, em dólares por cwt – hundredweight,, segundo dados do USDA.

Vale observar que o preço do boi gordo nos EUA, em 2025, subiu mais que o preço da carne bovina no atacado. Isso porque o preço da carne bovina no atacado do país (Choice 1-3) subiu 17,8% em 2025 frente a 2024, enquanto no mesmo intervalo de tempo o boi gordo (Nebraska, Choice 60-85) valorizou 19,8%.
O mesmo aconteceu considerando um período maior de tempo, já que entre 2020 e 2025 o preço médio nominal do boi gordo (Nebraska, Choice 60-85) subiu 109,3%, enquanto na mesma base de comparação a carne bovina no atacado (Choice 1-30 subiu menos, 53,2%.
O preço do boi gordo e carne bovina devem seguir pressionados, para cima, 2026, tanto nos EUA como no Brasil, já que é esperada queda na produção em ambos os países.
Após o recorde esperado em 2025, a produção mundial deve cair sensivelmente, para 61,03 milhões de toneladas em equivalente carcaça ou cerca de 0,90 milhão de toneladas. A expectativa de queda na produção do Brasil é o principal fator que contribui para essa redução na oferta mundial de carne bovina. Clique aqui e confira os dados!
A importação de carne bovina brasileira pelos EUA foi recorde em 2025. No acumulado até novembro, importação de carne bovina brasileira pelos EUA foi de 205,1 mil toneladas métricas, valor muito acima do observado no mesmo período dos anteriores. Clique aqui e confira os dados!
O Farmnews também atualizou os dados da variação acumulada do preço do bezerro, boi gordo, dólar e do indicador de inflação (IGP-M) ao longo de 2025 e desde 2020. Afinal, como se comportou, ao longo dos últimos 12 meses, ou seja, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025 e também desde 2020, o preço de bezerro e do boi gordo comparado ao indicador de inflação, medido pelo IGP-M e o dólar? Clique aqui e saiba mais!
E por falar em bezerro, a expectativa é que o preço da categoria de reposição se mantenha em alta ao longo de 2026, assim como o valor do animal pronto para o abate. No entanto, a decisão chinesa de criar cota de importação de carne bovina e respectiva tarifa adicional de 55,0% ao que exceder esse limite pode influenciar o comportamento de preço, ainda mais diante das incertezas no curto prazo.
A tarifa de importação de carne bovina pela China deve incidir sobre um total em torno de 600 mil toneladas, o que representaria algo perto de US$2,90 bilhões em para o Brasil apenas em 2026.
De acordo com a decisão, em 2026, o Brasil poderá exportar para a China, sem a cobrança de tarifa adicional de 55,0%, 1,106 milhão de toneladas em carne bovina. Em 2027 e 2028 esse valor subiria um pouco, para 1,128 e 1,154 milhão de toneladas respectivamente, mas ainda muito longe do que o país asiático importou do Brasil em 2024 e 2025, por exemplo.
O fato é que considerando os valores médios mensais de embarque de carne bovina do Brasil, a cota de 1,106 milhão de toneladas deve ser alcançada ao longo da segunda metade de 2026, o que permite ao governo negociar condições mais favoráveis ao País. Clique aqui e saiba mais!
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