Preço da carne bovina sobe em todos os setores, apesar da queda na venda

Ivan Formigoni
Farmnews

O preço da carne bovina subiu em todos os setores, apesar da perda de ritmo nas vendas.

As vendas no varejo diminuíram em relação à semana anterior, refletindo no atacado, que recebeu menores pedidos de reposição. No entanto, o preço da carne bovina não recuou, e a cotação subiu em todos os setores.

No atacado de carne com osso, a cotação subiu para todas as carcaças casadas, exceto para a do boi capão que permaneceu em R$23,45/kg. Para a do boi inteiro e a da vaca, a cotação subiu 1,1%, negociadas em R$23,15/kg e R$22,65/kg, respectivamente. Para a da novilha, a alta foi de 0,4%, comercializada em R$22,80/kg.

No atacado sem osso, o preço da carne bovina subiu, em média, 2,4%, com todos os 22 cortes em alta.

Para os cortes do traseiro, a média subiu 2,7%, com a maior variação sendo a alta de 4,2% para a alcatra completa. Já entre os cortes do dianteiro, a média subiu 1,0%, com o cupim registrando a maior valorização, de 1,8%.

No varejo, o preço da carne bovina, em média, subiu em quatro estados, caiu em dois e não mudou em outros dois.

Em São Paulo, a média subiu 0,5%, com a maior variação sendo a alta de 4,2% para o miolo de alcatra. Dos 20 cortes, oito subiram, oito caíram e quatro ficaram estáveis.

No Paraná, a cotação média subiu 0,9%, com alta de 13 cortes, ante quatro quedas e três sem alteração. O destaque foi para o peito, que subiu 8,1%.

Em Minas Gerais, a média também subiu (0,3%), com sete cortes em alta, cinco em queda e oito estáveis. O contrafilé foi o corte que mais variou, com valorização de 3,4%.

A média subiu 0,5% no Rio de Janeiro, com nove cortes em alta, cinco em queda e seis estáveis. A maior variação foi a alta de 4,2% para o contrafilé, seguida da alta de 4,1% para o peito.

Por outro lado, em Goiás, a cotação média caiu 0,5%, com dez cortes em queda, três em alta e sete estáveis. A maior variação na semana foi a alta de 4,9% para o músculo, seguida da queda de 4,2% para o acém.

No Mato Grosso do Sul, a média também recuou, 0,2%, com dez cortes em queda, nove em alta e um sem alteração. O destaque foi a queda de 4,4% para o contrafilé.

Já no Mato Grosso, a média não mudou, com oito cortes em alta, cinco em queda e sete sem alteração. A maior variação foi a queda de 4,1% para a alcatra completa.

No Rio Grande do Sul, a média também permaneceu estável, com dez cortes em queda, cinco em alta e cinco estáveis. O destaque foi a alta de 4,8% para o músculo.

No curto prazo, é esperado que as vendas percam ainda mais o ritmo com o avanço do mês.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

preço da carne bovina

O Farmnews também apresentou os dados da exportação de carne bovina do Brasil na parcial até a primeira quinzena de setembro de 2026.

Vale lembrar que nos primeiros 4 dias úteis de setembro de 2026, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 10,14 mil toneladas métricas, valor quase 30,0% abaixo da média diária observada em setembro de 2025 (14,30 mil toneladas métricas).

E, na segunda parcial do mês os dados apresentaram nova queda, com média diária de 9,96 mil toneladas métricas.

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

preço da carne bovina

E mudando de assunto, o Farmnews atualizou os dados da variação do preço do boi gordo nos meses de setembro, entre 2010 e a parcial de 2026.

O preço do boi gordo segue em recuperação ao longo de setembro, inclusive sendo o destaque de valorização ao longo da primeira metade do mês, quando comparado ao bezerro, milho e a soja (clique aqui).

Veja também que o preço do boi gordo no mercado físico subiu mais que o futuro ao longo da última semana, entre os dias 10 e 17 de setembro.

Apesar do preço futuro do boi gordo seguir próximo dos patamares recordes para os vencimentos entre o final de 2026 e o início de 2027, o mercado físico vem mostrando recuperação, como esperado.

O Farmnews também comparou a variação acumulada do preço em dólares do boi gordo, bezerro, milho e soja em 2026, até o final da primeira metade de setembro.

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Zootecnista, fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!