O preço da carne bovina subiu ao longo do mês de março, embora o volume de vendas tenha perdido o ritmo.
O escoamento de carne no varejo perdeu ritmo durante a semana e os pedidos de reposição de estoque acompanharam esse movimento.
Apesar da desaceleração das vendas, a combinação de uma oferta mais regulada de carne e receio quanto ao custo logístico em meio ao conflito no Oriente Médio, permitiu que os novos negócios no atacado de carne sem osso e no varejo ocorressem a preços maiores.
O preço da carne bovina subiu no atacado e no varejo, resultado de uma oferta mais ajustada e os receios logísticos decorrentes do conflito no Oriente Médio!
A Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) reajustou o piso do frete entre 4,8% e 7,0%, a depender do tipo de transporte.
No atacado de carne com osso, a cotação recuou para todas as carcaças casadas.
As carcaças casadas do boi capão e a do boi inteiro recuaram 1,1%, negociadas em R$23,55/kg e R$22,30/kg, respectivamente.
A carcaça casada da vaca caiu 1,4%, cotada em R$21,25/kg, enquanto a da novilha apresentou desvalorização de 1,8%, apregoada a R$21,75/kg.
No atacado de carne sem osso, o movimento foi oposto, com alta nas médias. A média geral avançou 0,3%.
Os cortes do traseiro tiveram ajuste positivo de 0,2%, com sete cortes em alta, seis em queda e três estáveis, destacando a picanha B, que subiu 2,6%.
Já o dianteiro registrou alta de 0,6%, com cinco cortes em alta e um em queda, sendo o acém o principal destaque, com alta de 1,6%.
O preço da carne bovina no varejo apresentou ajuste positivo em todos os estados.
Em São Paulo, houve alta de 0,1%, com destaque para o músculo, que avançou 2,3%. No estado, 10 cortes subiram, 10 recuaram e um permaneceu estável.
No Paraná, a média subiu 0,6%, com 11 cortes em alta, oito em queda e dois estáveis. As variações mais expressivas foram a alta de 4,1% no filé mignon com cordão e a queda de 4,1% no acém, seguidos da valorização de 4,0% do filé mignon sem cordão.
Em Minas Gerais, a alta foi de 0,7%, com 13 cortes subindo, cinco em queda e três estáveis, com destaque para o músculo, com aumento de 3,0%.
Já no Rio de Janeiro, a média subiu 0,6%, com 10 cortes em alta, dois em queda e nove estáveis, sendo o acém o destaque, com alta de 3,0%.
No curto prazo, a expectativa é de manutenção desse cenário: menor ritmo de vendas e incertezas, que devem continuar influenciando o comportamento do mercado.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Vale destacar também que o preço médio de exportação de carne bovina in natura do Brasil segue em alta em março de 2026, alcançando o maior valor desde outubro de 2022. Contudo, o ágio frente ao boi gordo caiu frente ao mesmo período do ano anterior. Clique aqui e saiba mais!
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

Vale destacar também que o preço do boi gordo segue em valorização ao longo da segunda quinzena de março, tanto no mercado físico como futuro, consolidando uma perspectiva mais otimista ao longo do ano! Clique aqui!
E mudando de assunto, o preço da arroba do bezerro segue firme e caminha para renovar a máxima nominal histórica pelo segundo mês consecutivo em março de 2026. Clique aqui e confira os dados!
E nesse contexto de alta no preço da arroba do bezerro, o ágio da categoria de reposição em relação ao boi gordo voltou a subir na parcial de março, até a primeira metade do mês (clique aqui). Isso porque embora o preço do boi gordo tenha mostrado recuperação ao longo de março, no mês, o bezerro acumulou alta maior que o animal pronto para o abate, pressionando novamente a relação de troca do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.
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