O preço do bezerro e do boi gordo iniciou o mês de abril renovando a máxima nominal histórica.
O mês de março foi histórico tanto para a categoria de reposição como do animal pronto para o abate, com ambos alcançando patamares recordes nominais. E abril promete novos recordes e o primeiro deles aconteceu justamente no primeiro dia do mês.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por cabeça, desde 2024.

O preço do bezerro (Cepea) foi cotado a R$3.298,1 por cabeça em abril (1), além de novo recorde diário, acumulando alta de 7,5% em relação ao valor que encerrou 2025.
O valor médio de março de 2026 de R$3.264,5 por cabeça deve ser renovado em abril, com o mercado de reposição seguindo firme. O preço mensal do bezerro, aliás, acumulou o sétimo mês consecutivo de valorização (segunda Figura).
O Farmnews também comparou os dados do preço do bezerro e do boi gordo nos meses de março, entre 2018 e 2026, avaliados tanto em moeda americana como em moeda nacional!
A Figura apresenta a evolução mensal do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), em Reais por cabeça, entre janeiro de 2020 e março de 2026.

O preço do boi gordo (Cepea) foi cotado a R$358,9 por arroba em abril (1), também no maior valor diário da história, em valor nominal. Na parcial de 2026, frente ao valor que encerrou 2025, o animal pronto para o abate subiu 12,4% (terceira Figura).
E assim como para a categoria de reposição, é esperada nova máxima em abril, com o mercado futuro do boi gordo precificando valores acima de R$365,0 por arroba.
E por falar em mercado futuro do boi gordo, a alta nos contratos mais próximos do vencimento foi maior do que aqueles que vencem ao longo da segunda metade de 2026, como temos destacado no Farmnews, em virtude dos receios relacionados a exportação de carne bovina do Brasil para a China, assim que o limite de cota sem tarifa adicional for alcançado.
Vale observar que enquanto os contratos com vencimento em abril e maio valorizaram 4,7% e 5,1%, nessa ordem, os vencimentos para outubro e novembro subiram pouco mais de 1,0% entre o final de fevereiro e o final de março.
No acumulado do ano, entre o final de 2025 e o último preço de março, o contrato para maio subiu mais de 12,0%, enquanto o contrato para outubro subiu 3,0%.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Cepea), avaliado em Reais por arroba, desde 2024.

O preço médio nominal do boi gordo em março de 2026 de R$350,2 por arroba foi o maior da série do Cepea, superando a máxima anterior de março de 2022, quando foi cotado a R$344,7 por arroba (quarta Figura).
Apesar dos receios relacionados a segunda metade de 2026 e um mercado mais cautelo em precificar altas mais significativas para o período do ano, é importante lembrar que em março de 2026 o IBGE apresentou os dados consolidados do abate oficial de bovinos no Brasil no ano de 2025, até dezembro. E os números confirmaram os patamares recordes de abate de vacas e novilhas em valores absolutos e a máxima histórica da taxa de abate de fêmeas.
O abate de vacas oficial em 2025 foi de 13,50 milhões de cabeças, alta de 15,6% frente a 2024 (11,68 milhões de cabeças) e novo patamar histórico. A soma do abate de fêmeas, que inclui novilhas alcançou 20,05 milhões de cabeças.
Isso mostra que até 2025 o abate de vacas seguiu aumentando e subiu pelo quarto ano consecutivo. Isso mostra que apesar da alta no preço do bezerro desde o final de 2024, o abate de fêmeas não caiu, pelo menos até o final de 2025.
E sobre o assunto, o Farmnews também apresentou dados sobre a relação entre o ritmo de abate de vacas e novilhas e o preço do boi gordo e o que reforça a expectativa de continuidade do movimento de valorização nos próximos anos.
A Figura apresenta a evolução mensal do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), em Reais por cabeça, entre janeiro de 2020 e março de 2026.

E vale destacar que o USDA atualizou os dados do preço da carne bovina no atacado dos EUA em março de 2026. E foi apresentado números que mostram nova disparada de preço e o valor cada vez mais próximo de renovar a máxima histórica por lá, quando no auge dos receios relacionados a COVID-19 os preços dos alimentos apresentaram forte alta.
O preço da carne bovina nos EUA em março de 2026 subiu mais de 22,0% frente ao valor nominal de março de 2025 e renovou a máxima nominal para o período pelo quinto ano consecutivo.
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