O preço do bezerro encerrou a penúltima semana de abril de 2026 renovando a máxima diária e, acumulando alta maior que o boi gordo na parcial do mês.
O valor da categoria de reposição acumulou alta maior que a observada para o animal pronto para o abate entre o final de março e a parcial de abril (24), quando avaliado tanto em Reais por cabeça como em Reais por arroba.
Isso porque o preço do boi gordo (Cepea) no final de março foi de R$356,0 por arroba, valor 1,7% menor que o praticado em abril (24), de R$362,0 por arroba. No entanto, desde a máxima de R$367,3 por arroba em abril (15), o preço da arroba ficou mais pressionada, sob efeito da safra e dos receios com relação, principalmente, a China.
Por outro lado, no mesmo intervalo de tempo, o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) subiu 2,9% e 2,7%, respectivamente, quando avaliado em Reais por cabeça e por arroba, alta maior que a observada para o boi gordo, de 1,7%.
No entanto, no acumulado do ano, o preço do boi gordo (Cepea) valorizou mais que o preço da categoria de reposição avaliada em Reais por cabeça, mas menos quando avaliada no peso, ou seja, em Reais por arroba (primeira Figura).
A Figura ilustra a evolução acumulada da variação diária do preço nominal do boi gordo (Cepea) e do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), ao longo de 2026.

O preço do bezerro, 2026, até abril (24), frente ao valor que encerrou 2025, subiu 10,5% quando avaliado em Reais por cabeça e 17,3% quando avaliado no peso, ou seja, em Reais por arroba. No mesmo intervalo de tempo o boi gordo subiu 13,4%.
Pois é, como temos destacado no Farmnews, é importante avaliar a reposição do rebanho considerando preço do bezerro no peso, pois em 2026, em média, os animais têm sido comercializados mais leves quando comparado aos anos anteriores e isso merece cuidado.
Embora essa seja uma preocupação importante, do ágio da arroba do bezerro em relação à arroba do boi gordo, em abril de 2026, caiu quando comparado aos meses anteriores, mas permanece acima do valor praticado no mesmo período dos anos anteriores. Isso mostra que, em abril, o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado melhorou!
O ágio do bezerro frente ao boi gordo subiu em abril de 2026 frente ao mesmo período dos anos anteriores, mas segue distante da máxima para o período do ano, de 2021. O ágio do bezerro frente ao boi gordo na parcial de abril de 2026 de 39,1% foi o maior para o período do ano desde 2021. No entanto, o valor segue abaixo que foi praticado nas máximas históricas para um mês de abril, justamente em 2021 e também em 2015.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Cepea), em Reais por arroba, desde 2024.
Fonte: Dados do Cepea (elaborado por Farmnews)
O preço do boi gordo voltou a ficar mais pressionado, para baixo, no final de abril (Figura acima), reflexo de uma melhor oferta de animais para o abate. No entanto, essa queda, ainda que pontual e esperada para o período do ano tem sido acompanhada de um forte descolamento de preço no mercado futuro do boi gordo e, isso preocupada, principalmente pelo efeito psicológico para o pecuarista menos familiarizado com a B3.
E enquanto o mercado do boi gordo mostrou uma leve queda no final de abril, o preço do bezerro segue firme e renovando a máxima quando avaliado em Reais por cabeça (terceira Figura).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), em Reais por cabeça, desde 2024.

O preço do bezerro avaliado foi cotado a R$3.389,9 por cabeça, em abril (24), o maior valor diário nominal da série do Cepea (Mato Grosso do Sul). O preço da categoria de reposição, avaliada em Reais por arroba, também segue próximo da máxima nominal, acima de R$500,0 por arroba em abril e, descolada para cima, do valor praticado no mesmo período dos anos anteriores (quarta Figura).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), em Reais por arroba, desde 2024.

E mudando de assunto, além da maior queda no preço futuro do boi gordo para os contratos mais próximos do vencimento no final de abril, o número de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo voltou a cair, com destaque também para a queda nos contratos de abril e maio!
Os contratos mais distantes do vencimento, como de outubro, ainda com menor liquidez, caiu menos também porque se manteve praticamente estável ao longo de 2026, ao contrário do vencimento de maio. A expectativa, por outro lado, é que o mercado futuro do boi gordo fique cada vez mais especulado no curto prazo, com os contratos para a segunda metade do ano mais procurados pelos investidores.
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