O mercado de carne bovina apresentou comportamento atípico para um final de mês, com alta de preço no varejo.
Em um período em que geralmente se observa queda devido às limitações financeiras do final do mês, os preços subiram na segunda quinzena.
Apesar do padrão comum de baixa nos preços no mercado de carne bovina em finais de meses, a entrada na segunda quinzena de julho não apresentou esse cenário.
O atacado teve valorização tanto na carne com osso quanto na desossada. O varejo seguiu o mesmo padrão e teve alta em todas as quatro praças monitoradas. Essa alta é reflexo de uma oferta mais restrita e de um aumento na demanda.
No atacado de carne com osso, as carcaças casadas apresentaram alta nos preços.
A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 0,9%, negociada em R$22,40/kg. A do boi inteiro teve alta de 2,8%, apregoada em R$21,90/kg. Para as fêmeas, a cotação da carcaça casada da vaca subiu 2,4%, cotada em R$21,00/kg, e a da novilha aumentou 2,9%, comercializada em R$21,45/kg.
No atacado de carne desossada, a média teve alta de 1,2%, devido ao aumento dos 22 cortes monitorados.
Entre os cortes do traseiro, a média subiu 1,2%, com os 16 cortes em alta. A maior variação foi observada no lagarto, que subiu 2,2%.
Nos cortes do dianteiro, a média subiu 1,5%, com os seis cortes cotados registrando alta. O destaque foi para a paleta sem músculo, que subiu 2,4%.
No varejo, todas as praças tiveram alta nos preços.
Em São Paulo, a média subiu 0,6%, com nove cortes em alta, seis em queda e cinco estáveis. A maior variação foi a alta de 4,6% para a maminha.
Em Minas Gerais, a média subiu 0,4%, com nove cortes estáveis, seis em alta e cinco em queda. No estado, o destaque foi para a paleta, com valorização de 3,1%.
No Paraná, a média subiu 0,1%, com dez cortes estáveis, seis em queda e quatro em alta. O peito foi o corte que obteve a maior variação, subiu 3,5%.
No Rio de Janeiro, a média valorizou 0,1%, com nove cortes em alta, seis em queda e cinco estáveis. A maior variação foi observada no coxão mole, que caiu 3,1%.
No curto prazo, a expectativa é que os preços se mantenham estáveis até o recebimento dos salários.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

A exportação de carne bovina do Brasil voltou a cair na parcial até a 3ª semana de julho de 2026, ficando inclusive abaixo da média diária praticada em 2025.
Na terceira parcial do mês, considerando 13 dias úteis, os dados diários de embarque de carne bovina do Brasil voltaram a cair, para uma média de 10,39 mil toneladas métricas, valor 10,3% abaixo do que foi praticado em julho de 2025 (12,03 mil toneladas).
E mudando de assunto, eem julho de 2026 o preço do boi gordo (avaliado em Reais por kg) foi cotado 4,10 vezes acima do preço do suíno vivo, enquanto em julho de 2025 a relação de preço do boi gordo e do suíno vivo foi de 2,37.
Claro, estamos comparando o preço dos animais vivos e não da carne, mas isso mostra uma diferença que alcançou patamares históricos. Clique aqui e confira os dados!
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

Saiba também que o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado segue preocupando em 2026.
Isso porque apesar da recuperação no preço do boi gordo em julho, o indicador de arrobas de boi gordo por bezerro se mantém no maior patamar da história, abaixo apenas do valor de outubro de 2021. Clique aqui e saiba mais.
O Farmnews também apresentou os dados históricos do preço corrigido do bezerro.
Embora o preço nominal da categoria de reposição esteja renovando a máxima no ano, o potencial de alta permanece expressivo, principalmente quando avaliamos o comportamento histórico do preço corrigido do bezerro no longo prazo e o atual cenário de abate de fêmeas no Brasil (clique aqui).
O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui


