O preço do boi gordo segue em recuperação ao longo da segunda metade de maio, com os pecuaristas com menor intenção de venda.
Apesar da demanda por carne bovina no mercado doméstico menos aquecida no final de maio, como tradicionalmente acontece no período do ano, as vendas externas seguem em patamares históricos e renovando a máxima para o período do ano, em 2026.
Aliás, novo recorde de vendas deve ser alcançado em um mês de maio, em 2026. E o novo recorde será alcançado com muita folga em relação a maio de 2025. No acumulado até a terceira semana de maio, a exportação de carne bovina do Brasil alcançou média diária de 13,56 mil toneladas de embarque de carne bovina in natura do Brasil, o que mantém os patamares mais de 30,0% acima do praticado em maio de 2025.
O preço médio de venda do produto brasileira no mercado internacional também deve renovar a máxima histórica para um mês de maio, em 2026. O recorde médio mensal de maio foi alcançado em 2022, quando foi cotado a US$6,45 por kg.
O peço do boi gordo (Cepea) voltou a subir na segunda metade de maio. Isso porque entre o final da primeira metade do mês e o dia 26, o preço da arroba subiu 0,9%, cotado a R$347,8. Em relação ao final de abril, por outro lado, o preço acumula queda de 1,9%. No ano, frente ao valor que encerrou 2025, a valorização foi de 9,0%.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Cepea), em Reais por arroba, ao longo de 2026.

O preço do boi gordo mais firme tem influenciado o valor esperado da arroba também na B3. Vale destacar que o preço futuro do boi gordo para vencimento em junho foi o destaque de valorização na B3 no início da última semana de maio.
Além da maior alta entre os contratos com vencimento em aberto na B3 para 2026, o preço esperado para junho voltou a ficar acima de R$350,0 por arroba, o que não acontecia desde o início de abril.
O fato é que o mercado do boi gordo voltou a ficar mais otimista, apesar das incertezas relacionadas especialmente a China para a segunda metade do ano. E, por falar na segunda metade do ano, a expectativa para os meses finais do ano também é de recuperação.
O preço esperado do boi gordo para os vencimentos a partir de outubro seguem mais descolados que o preço atual da arroba no mercado físico, cada vez mais próximo de R$360,0 por arroba, mas ainda abaixo da média nominal de abril quando alcançou o recorde histórico.
Apesar do contrato para dezembro precifique o maior patamar entre os contratos em aberto na B3 para 2026, a valorização do vencimento foi de 1,6% entre os dias 18 e 25 de maio.
E como temos comentado, embora os preços a partir de outubro estejam mais descolados, para cima, do físico, o preço dos contratos permaneceu relativamente estável ao longo do ano. O contrato para outubro foi o que acumulou a menor alta, de apenas 1,3% entre os dias 18 e 25 de maio.
O preço esperado do boi gordo para outubro de 2026 em patamares em torno de R$356,0 por arroba no final de maio precifica alta de cerca de 15,0% em relação à média nominal de outubro de 2025 (Cepea), de R$310,5 por arroba e o terceiro ano consecutivo de alta para o período do ano.
A Figura apresenta os dados do preço médio nominal do boi gordo (Cepea) nos meses de outubro, entre 2010 e 2025 e a expectativa da B3 para 2026 (valor de ajuste), em maio (25), em Reais por arroba.

O Farmnws também atualizou os dados do preço corrigido do boi gordo e do preço corrigido do bezerro que reforçam para a tendência de alta no longo prazo, apesar das quedas pontuais de curto prazo.
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