O preço futuro do boi gordo encerrou maio de 2026 com forte queda, contrariando o mercado físico que mostrou recuperação ao longo da segunda metade do mês.
O preço futuro do boi gordo, embora tenha acumulado alta ao longo de maio, apresentou forte queda no último pregão do mês, com destaque a perda para os vencimentos de junho e julho, com queda de 2,3% e 2,5%, nessa ordem.
O contrato que vence em junho de 2026, por exemplo (primeira Figura), voltou a ser cotado abaixo de R$350,0 por arroba e também abaixo da referência no físico. Vale destacar que desde o início da segunda metade de maio o preço esperado do boi gordo para junho não era cotado abaixo do físico e, vinha sendo o destaque de valorização na B3.
A Figura ilustra o valor esperado do boi gordo para junho de 2026 (B3, valor de ajuste), em Reais por arroba.

O preço futuro do boi gordo para junho de 2026 apresentou a maior queda diário em 2026 em maio (29), com perda de R$8,0 por arroba, em um cenário de mercado físico em recuperação (Tabela).
Isso reforça para os movimentos especulativos para cada vez intenso e presente no mercado futuro do boi gordo. Esses movimentos descolados do físico aumentam a insegurança do pecuarista,
Aliás, o Farmnews destacou que no início da segunda metade de abril, por exemplo, o preço esperado do boi gordo para junho chegou a precificar uma queda de mais de R$30,0 por arroba em relação à referência no físico, enquanto no início da segunda quinzena de maio, passou a precificar alta. Essas oscilações mostram o quanto o mercado do boi gordo está cada vez mais especulado e é por isso que reforçamos a atenção aos fundamentos do mercado pecuário.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre junho e dezembro de 2026, em Reais por arroba.

Apesar da forte queda em maio (29), o preço futuro do boi gordo para junho acumulou perda de apenas 0,7% frente ao valor esperado da arroba para o vencimento em maio (22). O importante é destacar que a queda no preço futuro do boi gordo em maio (29) fez com que todos os contratos com vencimento em aberto para 2026 na B3 caíssem frente ao valor praticado em maio (22).
Por outro lado, o mercado físico do boi gordo segue em recuperação e cada vez mais próximo de recuperar o patamar de R$350,0 por arroba. Entre os dias 22 e 29 de maio, ao contrário do mercado futuro, a referência Datagro subiu 1,3%.
O preço esperado do boi gordo para os contratos entre junho e outubro voltaram a ficar abaixo do físico no final de maio. A exceção foram os contratos para novembro e dezembro que, seguem precificando valores acima do valor atual da arroba (segunda Figura).
A Figura apresenta os dados da diferença entre o preço esperado (B3, valor de ajuste) e atual (Datagro) da arroba do boi gordo, para os vencimentos entre junho e dezembro de 2026, em maio (29), em Reais por arroba.

Cabe destacar que o preço do bezerro ficou praticamente estável em maio, enquanto o boi gordo, apesar da recuperação nos últimos dias do mês, acumulou queda.
O fato é que entre o final de abril e o final de maio de 2026, o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) subiu apenas 0,3%, avaliado em Reais por cabeça, próximo da máxima diária, cotado a R$3.419,2. No mesmo intervalo de tempo, o boi gordo (Cepea) caiu 1,3%, cotado a R$349,7 por arroba.
O preço do milho (Cepea) e da soja (Cepea, Paranaguá-PR) apresentaram comportamento distinto. O milho caiu 3,0% entre o último preço de abril e o final de maio, ao contrário da soja que subiu 1,0% no período.
No acumulado do ano, até maio, contudo, o preço do bezerro segue acumulando a maior alta, seguido do boi gordo. O milho e a soja seguem pressionados e em queda.
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