Com o maior poder aquisitivo dos consumidores neste período, a venda de carne bovina melhorou.
A venda de carne bovina no varejo mantive o ritmo após a virada do mês, sendo considerada boa.
O pagamento das bonificações, a virada dos cartões de crédito e o recebimento dos salários colaboraram para essa melhora.
Esse cenário se refletiu no atacado, que recebeu mais pedidos de reposição de estoque, principalmente devido ao feriado da última segunda-feira, 7/9.
Nesse contexto, no atacado de carne com osso, a cotação subiu para todas as carcaças casadas.
A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 0,2%, negociada em R$23,45/kg. A cotação da carcaça casada do boi inteiro, da vaca e da novilha subiu 1,8%, negociadas em R$22,90/kg, R$22,40/kg e R$22,70/kg, respectivamente.
No atacado de carne sem osso, a cotação média subiu 0,5%.
Para os cortes do traseiro, a média subiu 0,7%, com nove cortes em alta e sete em queda. O destaque foi para o filé mignon sem cordão, que subiu 2,8%.
Para os cortes do dianteiro, a cotação média recuou, com três cortes em queda, dois em alta e um sem alteração. A maior variação foi a queda de 1,2% para o acém e para a paleta com músculo.
No varejo, a cotação média subiu em seis estados e caiu em dois.
Em São Paulo, a média subiu 0,7%, com 11 cortes em alta, seis em queda e três estáveis. O destaque foi para o cupim, que subiu 4,8%.
A cotação também subiu em Minas Gerais, que apresentou alta de 0,6%, com 13 cortes subindo, quatro caindo e três se mantendo estáveis. O acém foi o corte que mais se alterou no período, com valorização de 4,3%.
No Rio de Janeiro, houve alta de 0,4% na média, com dez cortes em alta, cinco em queda e cinco estáveis. A alta do coxão duro foi a maior variação, de 4,3%.
Em Goiás*, a média subiu 1,1%, com alta para 13 cortes, queda em cinco e estabilidade em dois. No entanto, a maior variação foi a queda de 7,8% para a costela, seguida da alta de 6,0% para o coxão mole.
Em Mato Grosso do Sul*, a média valorizou 0,4%, com dez cortes em alta, oito em queda e dois estáveis. O destaque foi para o lombinho, que subiu 6,5% na semana.
No Rio Grande do Sul*, a média também apresentou alta, de 1,1%, com 11 cortes em alta, um em queda e oito sem alteração. O músculo foi o corte que mais variou, com alta de 6,9%.
Por outro lado, a cotação média geral no Paraná recuou 0,3%, com a maior variação sendo de 8,0% para o peito. No estado, nove cortes subiram, sete caíram e quatro ficaram estáveis.
No Mato Grosso*, houve ajuste negativo de 0,1% na média, com oito cortes em queda, oito em alta e quatro sem alteração. A maior variação foi a queda de 5,2% para o miolo de alcatra.
No curto prazo, é esperado que a venda de carne bovina comece a diminuir o ritmo com a virada para a segunda quinzena do mês, período em que, sazonalmente, as vendas perdem força.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Saiba tambéem que, como esperado, os dados da exportação de carne bovina do Brasil iniciaram setembro com média diária de embarque muito abaixo do praticado no mesmo período de 2025.
Vale lembrar que em agosto de 2026 a exportação de carne bovina do Brasil caiu forte frente ao mesmo período de 2025, impulsionada pela queda nas vendas para a China, como esperado.
A venda de carne bovina do Brasil para a China caiu quase 90,0% em agosto de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior, alcançando inclusive o menor patamar para o período do ano desde 2016.
A importação de carne bovina do Brasil para os EUA renovou a máxima para um mês de agosto, em 2026 e, acumulou o segundo mês consecutivo de alta.
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

E mudando de assunto, saiba também que dados da FMVZ/USP mostraram que houve lucro no confinamento em agosto de 2026.
ICBC revela custo da arroba produzida entre R$223 e R$257 e mostra que o confinamento pagou todos os custos, remunerou o capital e ainda gerou lucro.
E vale mencionar também os patamares recordes de exportação de bovinos vivos do Brasil. A exportação de bovinos vivos do Brasil renovou a máxima histórica em agosto de 2026.
A exportação de bovinos vivos alcançou patamar histórico em agosto de 2026, somando o equivalente a US$243,90 milhões, além de recorde para o período do ano, nova máxima, muito acima do recorde anterior de janeiro de 2026.
No acumulado de 2026, até agosto, a receita de exportação de bovinos vivos somou o equivalente a US$1,17 bilhão, além do maior valor para o período do ano, quase o dobro do praticado em 2025 (terceira Figura).
Foi a primeira vez que o faturamento da exportação de bovinos vivos, no acumulado até agosto, superou o valor de US$1,00 bilhão.
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