Venda de carne bovina volta a acelerar no início de novembro

Scot Consultoria
Farmnews

A venda de carne bovina retomou o ritmo mais forte com o recebimento dos salários na virada do mês.

A venda de carne bovina, que havia diminuído nas últimas semanas, melhorou com a virada do mês, o recebimento das bonificações e dos salários levaram a isso, além do impulso do feriado da última segunda-feira.

O movimento ocorreu tanto no varejo quanto no atacado, que recebeu mais pedidos de reposição. Somada a esse cenário, a menor disponibilidade do produto nas câmaras colaborou para a sustentação dos preços.

No atacado de carne com osso, a cotação subiu para todas as carcaças casadas, que registraram recordes nominais.

A carcaça casada do boi capão subiu 1,6%, negociada em R$25,75/kg, e a do boi inteiro, 0,4%, cotada em R$25,00/kg. Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 0,8%, comercializada em R$24,50/kg, e a da novilha, 0,6%, cotada em R$25,00/kg.

No atacado de carne sem osso, a média geral subiu 0,7%.

Para os cortes do traseiro, a cotação média subiu 0,6%, com 14 cortes em alta e dois em queda. O destaque foi a capa de filé, com alta de 2,5%.

Entre os cortes do dianteiro, a média subiu 0,8%, com cinco cortes em alta e um em queda. O lombinho teve a maior variação, com alta de 2,0%.

No varejo, o movimento foi distinto entre as praças.

Em São Paulo, após altas consecutivas nas últimas semanas, a cotação média não mudou. Foram registrados 11 cortes em alta, oito em queda e um estável. A fraldinha teve a maior variação, com queda de 4,3%.

No Paraná, a cotação média subiu 0,8%, com altas em 16 cortes, quedas em três e estabilidade em um. A maminha se destacou, com aumento de 2,2%.

Em Minas Gerais, a média subiu 0,5%, com altas em nove cortes, quedas em três e estabilidade em oito. A fraldinha foi o destaque, com alta de 3,9%.

Em Mato Grosso, a média subiu 0,2%, com alta em 13 cortes, queda em seis e estabilidade em um. A maior variação foi a do miolo de alcatra, que caiu 5,1%.

Em Goiás, a média subiu 0,8%, com alta em 11 cortes, queda em seis e estabilidade em três. A costela teve a maior variação, com queda de 6,5%, seguida pelas altas do acém, de 5,9%, e do coxão duro, de 5,0%.

Em Mato Grosso do Sul, a média subiu 0,7%, com 14 cortes em alta, cinco em queda e um estável. O destaque foi o peito, com alta de 3,6%.

No Rio Grande do Sul, a média apresentou ajuste positivo de 0,2%, com alta em sete cortes, queda em oito e estabilidade em cinco. A picanha B teve a maior variação, com alta de 3,2%.

No Rio de Janeiro, a média caiu 0,9%, com sete cortes em alta, 11 em queda e dois sem alteração. O contrafilé registrou a maior variação, com queda de 4,2%.

No curto prazo, é esperado que a venda de carne bovina permaneça aquecida. Com a aproximação do fim do ano, as bonificações e o décimo terceiro salário também deve contribuir para sustentar o mercado.

Competitividade entre as carnes em outubro

No mês, considerando o período do primeiro ao último dia útil, o dianteiro acumulou alta de 7,7%, ou R$1,50/kg, fechando em R$21,10/kg.

A cotação do frango médio caiu 2,9%, ou R$0,22/kg, comercializada em R$7,25/kg. Com isso, a competitividade da carne bovina frente ao frango piorou 10,9%, passando de 2,62kg para 2,91kg. Ou seja, ao final do mês, foi possível adquirir um volume maior de frango com 1kg de carne bovina.

A cotação do suíno especial subiu 6,5%, ou R$0,60/kg, fechando em R$9,80/kg. A competitividade da carne bovina frente à suína piorou 1,1%. No início do mês, era possível adquirir 2,13kg de carne suína com 1kg de dianteiro e, no fechamento, 2,15kg.

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