sábado, fevereiro 14, 2026
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Feriado de Carnaval traz otimismo para a venda de carne bovina

O feriado de Carnaval traz otimismo ao setor, com expectativa de consumo aquecido e aumento da venda de carne bovina que pode se estender para a segunda quinzena de fevereiro.

 Ainda na primeira quinzena do mês, a venda de carne bovina no varejo segue aquecida, o que, consequentemente, movimentou o atacado, com muitos pedidos de reposição de estoque. Somado a isso, com os abates reduzidos, logo, menor disponibilidade de carne e as altas constantes no preço da arroba do boi gordo, os preços seguiram sustentados.

No atacado de carne com osso, a cotação avançou para todas as carcaças casadas.

A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 3,9%, negociada em R$22,90/kg, enquanto a do boi inteiro apresentou alta de 2,4%, cotada em R$21,70/kg. Já a da vaca aumentou 2,4%, apregoada em R$21,00/kg, e a da novilha valorizou 2,1%, apregoada em R$21,50/kg.

No mercado atacadista de carne sem osso, a cotação média geral registrou alta de 1,7%, sustentada pela alta de 20 dos 22 cortes monitorados nesse segmento.

Para os cortes do traseiro, o ajuste positivo foi de 1,8%, com 14 cortes em alta e dois em queda. O destaque ficou para a fraldinha, que subiu 4,2%.

Nos cortes do dianteiro, a alta foi de 1,5%, com todos os seis cortes valorizados, com destaque para o acém, que subiu 2,5%.

No varejo, com exceção de São Paulo, onde a média geral não se alterou, os demais estados registraram alta.

Em São Paulo, apesar da estabilidade na média, houve oito cortes em alta, dez em queda e três sem alteração. A maior variação foi positiva, de 1,9% para o filé mignon com cordão.

No Paraná, a média subiu 0,7%, com 12 cortes em alta, cinco em queda e quatro estáveis. O destaque foi o acém, com valorização de 4,5%.

Em Minas Gerais, o ajuste positivo foi de 0,1%, com sete cortes em alta, dez em queda e quatro sem alteração. O coxão mole apresentou a maior variação, de 3,1%.

O Rio de Janeiro foi o estado com a maior mudança na média de preços, 1,3%, com 17 cortes em alta, três em queda e um estável. O filé mignon sem cordão foi o corte que mais variou, com alta de 4,5%.

No curto prazo, apesar da entrada da segunda quinzena do mês, o consumo mais aquecido deve se estender até o feriado de Carnaval. Em contrapartida, após o período, com o início da Quaresma, poderemos observar um cenário de menor venda de carne bovina.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

venda de carne bovina

Saiba também que a exportação de carne bovina do Brasil iniciou o mês de fevereiro de 2026 em alta frente a fevereiro de 2025. Isso porque a primeira parcial de fevereiro de 2025 que considera 5 dias úteis apresentou média diária de embarque de 13,66 mil toneladas, valor 43,6% acima da média diária de fevereiro de 2025 de 9,52 mil toneladas (20 dias úteis). Clique aqui e confira!

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

venda de carne bovina

E além da maior demanda dos principais países importadores, China e EUA (clique aqui), a exportação de carne bovina do Brasil para o Uruguai em janeiro de 2026 descolou dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores (clique aqui), a exemplo do que aconteceu com a Argentina.

Vale lembrar que a importação de carne bovina brasileira pela Argentina segue aumentando e em 2026 renovou a máxima para um mês de janeiro, em patamares muito acima do recorde anterior. Clique aqui e confira os dados.

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