O mercado futuro do boi gordo segue mais procurado pelo investidor em julho, com as posições em aberto na B3 alcançando maior patamar desde o final de maio.
O total de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo em julho (16) de 55.056 mostrou, novamente, forte aumento frente a semana anterior, como mostram os dados apresentados na primeira Figura abaixo.
O mercado futuro do boi gordo segue em recuperação e, com isso fortalecendo uma perspectiva de recuperação ao longo da segunda metade de 2026. O preço esperado do boi gordo para outubro, por exemplo, renovou a máxima para o vencimento em julho (clique aqui)e o vencimento para o início de 2027 precifica uma expectativa de novo recorde nominal histórico para o boi gordo (clique aqui).
Esse maior otimismo em relação ao preço do boi gordo também refletiu na maior procura do investidor pelos contratos na B3.
A Figura apresenta os dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo na B3 entre outubro de 2025 e a parcial de julho de 2026 (16).

O contrato para vencimento em agosto de 2026 foi o que apresentou o maior aumento de procura em julho (16) quando comparado a semana anterior, com alta de mais de 2,0 posições em aberto (segunda Figura), seguido do vencimento de outubro, também bastante demandado pelo investidor.
Pois é, embora o contrato para vencimento em outubro apresente o maior número de posições em aberto na B3, foi o vencimento de agosto o mais procurado ao longo da última semana.
O fato é que a maior procura do investidor pelo contrato futuro do boi gordo em julho segue acompanhada da recuperação do preço esperado da arroba para os contratos que vencem ao longo da segunda metade do ano.
A Figura apresenta o número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3), por mês de vencimento, em julho (9) e julho (16).

O interessante é observar que, com exceção de julho, todos os contratos em aberto na B3 apresentaram aumento do número de posições, apesar do destaque de alta de agosto e outubro, como destacam os dados apresentados na terceira Figura.
O contrato para vencimento em agosto iniciou o mês precificando queda em relação ao valor atual da arroba no mercado físico (Datagro) e no início da segunda quinzena de julho a alta esperada em relação ao físico foi de quase R$15,0 por arroba. Isso mostra a força da recuperação do mercado futuro do boi gordo em julho, quando o assunto é a expectativa de preço.
No caso do contrato para outubro, o ágio em relação ao físico também segue em forte alta e alcançou o maior patamar para o vencimento, em torno de R$30,0 por arroba.
A Figura ilustra a evolução do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento de agosto e outubro de 2026, entre o novembro de 2025 e a parcial de julho de 2026 (16).

Vale destacar que apesar do movimento de recuperação no preço do boi gordo, o preço da arroba do animal pronto para o abate foi a que acumulou a maior queda na primeira metade de julho entre as commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews. Clique aqui e confira os dados!
O preço do bezerro ficou praticamente estável na primeira metade de julho, enquanto o boi gordo foi o destaque negativo. O milho e a soja, por outro lado, subiram no período.
Veja também que o abate de vacas e novilhas nos primeiros 3 meses de 2026 alcançou valores históricos para o período do ano pelo terceiro ano consecutivo.
O abate oficial de bovinos no Brasil no 1º trimestre foi novamente recorde para o período do ano, impulsionado também pelo forte aumento do abate de vacas e novilhas. Aliás, nunca foram abatidas tantas fêmeas no 1º trimestre de um ano como em 2026.
E o recorde histórico de abate de fêmeas em um 1º trimestre aconteceu pelo terceiro ano consecutivo em 2026 e isso reforça a preocupação futura com relação a produção de carne bovina no Brasil, também diante de um cenário global de menor oferta de carne bovina, como temos discutido no Farmnews.
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