O preço da carne bovina no varejo subiu na última semana de abril, apesar das vendas mais fracas no período!
Seguindo a sazonalidade, a última semana de abril apresentou ritmo fraco nas vendas de carne bovina.
As vendas no varejo perderam força na última semana de abril, refletindo também no setor atacadista, que recebeu menor volume de pedidos de reposição.
No atacado de carne com osso, com exceção da carcaça casada do boi inteiro, que já havia recuado na semana anterior, as carcaças apresentaram firmeza por cinco semanas consecutivas. Nesta semana, as cotações caíram para todas as carcaças.
A carcaça casada do boi capão caiu 1,0%, cotada em R$24,75/kg, enquanto a do boi inteiro recuou 1,3%, apregoada em R$23,75/kg.
Para a carcaça casada da vaca, a queda foi de 1,1%, negociada em R$22,75/kg, e a da novilha desvalorizou 1,7%, comercializada em R$23,25/kg.
No atacado de carne sem osso, o movimento foi semelhante, com queda de 0,1% na média geral.
A média dos cortes do traseiro recuou 0,1%, influenciada pela queda de 1,2% no filé mignon com cordão. Ainda assim, seis cortes apresentaram alta, seis permaneceram estáveis e quatro registraram queda.
Por outro lado, a média dos cortes do dianteiro subiu 0,2%, com quatro cortes em alta, um em queda e um estável. A maior variação foi de 0,6% para a paleta com músculo e para a paleta sem músculo.
Apesar da baixa movimentação nas vendas, houve alta na média no preço da carne bovina no varejo em todos os estados.
Em São Paulo, o ajuste positivo foi de 0,4%, com 12 cortes em alta, quatro em queda e cinco estáveis. A maior variação foi a alta de 4,0% no cupim.
No Paraná, sete cortes subiram, cinco caíram e nove não apresentaram mudança. A média valorizou 0,3%, com destaque para a alta de 4,6% da fraldinha.
Em Minas Gerais, a alta na média foi de 0,6%, com 16 cortes em alta, quatro em queda e um estável. A picanha foi o corte que mais variou, com alta de 4,4%.
No Rio de Janeiro, a média subiu 0,6%, com 12 cortes em alta, cinco em queda e quatro estáveis. O cupim apresentou a maior variação, com valorização de 3,5%.
No curto prazo, a expectativa é de melhora nas vendas, acompanhando a sazonalidade de início de mês, com o recebimento de bonificações e pagamento de salários, somado ao feriado de 1º de maio, que pode dar um gás nas vendas.
Em abril, o preço do dianteiro acumulou alta de 7,5%, ou R$1,45/kg, fechando em R$20,85/kg.
O frango médio não apresentou alteração na cotação no período, comercializado em R$6,80/kg. Com isso, a relação de troca piorou 7,5% para a carne bovina, passando de 2,85kg para 3,07kg. Ou seja, ao final do mês, foi possível adquirir um volume maior de frango com 1kg de dianteiro bovino.
Por outro lado, o suíno especial apresentou queda de 6,1%, ou R$0,60/kg, negociado em R$9,20/kg. Dessa forma, a competitividade da carne bovina frente à suína piorou 14,5%, permitindo a compra de maior volume de carne suína com 1kg de dianteiro bovino. No início do mês, era possível adquirir 1,98kg e, no fechamento, 2,27kg.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Vale destacar também que a exportação de carne bovina do Brasil caminha para renovar a máxima de embarque para um mês de abril em 2026. E quem sabe também de preço!
Em valores absolutos, a venda de carne bovina nos primeiros 16 dias úteis de abril de 2026 somou 216mil toneladas métricas, o que representa 89,6% de toda a venda praticada em abril de 2025, quando alcançou 241,58 mil toneladas métricas. O recorde histórico de venda de carne bovina do Brasil para o mercado internacional em um mês de abril aconteceu justamente em 2025.
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

E, assim como aconteceu com o boi gordo, o preço da carne bovina nos EUA renovou a máxima nominal para um mês de abril, em 2026 e reforça movimento de alta histórica no país. O preço da carne bovina nos EUA em abril de 2026 subiu quase 15,0% frente ao valor nominal de abril de 2025 e renovou a máxima nominal para o período pelo segundo ano consecutivo.
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