O preço do boi gordo, embora pressionado, a perspectiva de recuperação ao longo da segunda metade de 2026 se consolida cada vez mais.
O preço do boi gordo em julho voltou para os patamares praticados no início de 2026, evidenciando um cenário difícil para o pecuarista (primeira Figura).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal (Cepea), em Reais por arroba, desde 2024.

No entanto, essa tendência de queda do preço do boi gordo tende a mudar e no curto prazo a expectativa é de um mercado mais estável para uma recuperação mais significativa nos meses finais do ano (segunda Figura)
O mercado futuro do boi gordo (B3) precifica gradativa recuperação em julho (10) e o pico de preço, em 2026, entre os contratos com vencimento em aberto, para dezembro. Os contratos futuros mantêm ainda continuidade do movimento de valorização para o início de 2027, com o valor esperado da arroba mais próximo de R$365,0 por arroba.
Aliás, os investidores voltaram a aumentar a procura pelos contratos futuros do boi gordo na B3, principalmente para o vencimento de outubro (clique aqui).
A Figura apresenta os dados médios nominais do preço do boi gordo (Cepea) entre janeiro de 2025 e a parcial de julho de 2026 (até o dia 10) e a expectativa futura (B3, valor de ajuste) entre agosto de 2026 e fevereiro de 2027, em Reais por arroba.

Apesar do cenário mais otimista para a segunda metade do ano, o momento atual, embora mais estável, evidencia um cenário de queda para o pecuarista, com o valor da arroba (Cepea) acumulando o terceiro mês consecutivo de queda e no menor patamar médio desde janeiro (terceira Figura).
A dificuldade acontece principalmente devido ao menor poder de compra no momento de repor o rebanho no mercado, uma vez que o preço do bezerro segue aumentando a vantagem em relação ao animal pronto para o abate no ano. E isso tem sido muito discutido no Farmnews (clique aqui).
A Figura apresenta os dados médios nominais do preço do boi gordo (Cepea) entre janeiro de 2020 e a parcial de julho de 2026 (até o dia 10), em Reais por arroba.

A maior alta do bezerro em relação ao boi gordo no ano reflete na queda do poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado que, inclusive alcançou, em julho, o menor valor para o período do ano.
Vale destacar que o indicador de arrobas de boi gordo por bezerro renovou a máxima para um mês de julho na parcial de 2026 e igualou ao recorde histórico de 2021.
O poder de compra do pecuarista na parcial de julho de 2026 inclusive igualou a máxima histórica de outubro de 2021, reforçando o momento desfavorável para o produtor que depende da reposição do rebanho no mercado.
Apesar da pressão negativa no preço do boi gordo, é importante observar que o preço da arroba encerrou o 1° terço de julho mostrando recuperação no mercado futuro e um mercado físico sugerindo uma maior estabilidade.
Apesar de acumular queda no mês e alcançar os patamares mais baixos desde janeiro, o valor da referência do mercado futuro (Datagro) tende a caminhar para uma maior estabilidade.
Saiba também que o preço do boi gordo negociado na B3 segue acima da referência do físico e o movimento esperado de alta acontece de modo gradativo ao longo de 2026, com o valor mais alto do ano esperado para dezembro.
Veja que o preço da arroba do bezerro voltou a cair na parcial de julho e a alcançar o menor patamar desde o início de fevereiro.
O fato é que, apesar da tendência de alta, no curto prazo, o preço da arroba do bezerro deve seguir mais pressionado. Na parcial de julho, o preço acumulou o terceiro mês consecutivo de queda, embora os valores praticados sigam relativamente próximos da máxima nominal.
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