O preço do boi gordo renova a máxima nominal diária no final de fevereiro e a pergunta que fica agora é: qual a expectativa futura?
O fato é que o preço do boi gordo (Cepea) encerrou fevereiro no patamar mais alto da história, em valor nominal, cotado acima de R$353,0 por arroba pela primeira vez (primeira Figura).
Aliás, vale lembrar que não foi apenas o boi gordo que alcançou novo recorde diário. Isso porque o preço do bezerro já havia superado, em fevereiro, a máxima diária, tanto quando avaliado em Reais por cabeça (clique aqui) como em Reais por arroba (clique aqui).
O preço do boi gordo foi o destaque de fevereiro, alcançando patamar recorde nominal diário e acumulando a maior alta entre as commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews. Clique aqui e saiba mais!
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Cepea), em Reais por arroba, desde 2020.

As atenções agora se voltam para o futuro e a expectativa de preço do boi gordo. E aqui vamos analisar os fundamentos e o que o mercado futuro do boi gordo na B3 sinaliza.
Se observarmos o ciclo histórico do preço corrigido do boi gordo (segunda Figura), vemos que ainda estamos no meio de um movimento de alta e tradicionalmente o pico de preço de um ciclo tende a superar a máxima do ciclo anterior.
É esperado que isso novamente aconteça nesse ciclo de alta, afinal de contas, quando avaliamos os fundamentos de oferta e demanda, não apenas no Brasil, mas no mundo, o cenário é de uma oferta mais restrita e uma demanda por carne bovina mais firme.
O preço do boi gordo deve seguir firme e renovar a máxima nominal em 2026 e alcançar patamares mais altos ao longo do ano, mas deve oscilar e isso é importante, seja pela sazonalidade comum ao período de safra e os efeitos do clima, como pelas questões geopolíticas que podem acirrar ainda mais com o conflito entre os EUA e o Irã.
A Figura apresenta a evolução mensal do preço do boi gordo (Cepea), corrigido pelo IGP-M de fevereiro, desde 2010, em Reais por arroba.

E por falar em sazonalidade de preço entre os períodos de safra e entressafra, o preço esperado do boi gordo na B3 precifica queda para os vencimentos a partir de abril, sob efeito também do clima e a expectativa de uma maior oferta nesse período do ano (terceira Figura).
No entanto, independente da safra, a B3 precifica uma relativa estabilidade também para os vencimentos ao longo da segunda metade de 2026, quando se espera uma menor oferta de fêmeas para o abate (período reprodutivo) e quando é esperada uma maior demanda por carne bovina, tanto interna como externa, ainda que persistam receios sobre as consequências da cota de exportação imposta de carne bovina do Brasil para a China sem a aplicação de tarifa adicional.
A Figura abaixo apresenta dados de preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros, segundo B3, entre março e novembro de 2026, em Reais por arroba, no dia 27 de fevereiro, considerando os valores do ajuste.

O que queremos dizer e que embora o preço do boi gordo tenha potencial de continuar o movimento de alta, é importante estar atento as oscilações e uma esperada maior volatilidade.
o objetivo aqui é o de contribuir para que o produtor se planeja e esteja preparado para eventuais momentos de instabilidade e evite decisões precipitadas, afinal de contas a volatilidade está cada vez mais presente também na pecuária de corte.
Apesar de todo otimismo com relação a preço, a margem de lucro do pecuarista é algo que precisa ser melhor discutido. Isso porque especialmente nos ciclos de alta é importante estar atento as decisões que vão refletir no futuro e isso merece planejamento e gestão! Clique aqui e saiba mais do assunto!
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