Preço do boi gordo sobe no físico e futuro em julho (7). O pior já passou?

Ivan Formigoni
Farmnews

O preço do boi gordo voltou a subir no mercado físico, após forte sequência de queda. Na B3 os preços subiram pelo segundo dia consecutivo em julho (7).

A referência do mercado futuro, o indicador Datagro, subiu em julho (7), interrompendo quedas consecutivas ao longo de julho (primeira Figura). Apesar da recuperação, o preço acumula queda na parcial do mês.

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A Figura apresenta a evolução diária do preço do boi gordo (Datagro), em Reais por arroba, em 2026.

preço do boi gordo
Fonte: Dados da Datagro (elaborado por Farmnews)

O preço do boi gordo na parcial de julho (7) caiu no físico e sobe no futuro (B3) no início de julho (Tabela).

O fato é que todos os contratos com vencimento em aberto na B3 subiram entre o final de junho e a parcial de julho (7), com o valor esperado para outubro voltando a se aproximar de R$350,0 por arroba.

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A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre julho de 2026 e fevereiro de 2027, em Reais por arroba.

preço do boi gordo

O mercado futuro (B3) precifica contínua recuperação de preço da arroba do boi gordo ao longo dos meses de 2026. O destaque, contudo, fica com o vencimento de janeiro de 2027, cotado acima de R$365,0 por arroba em julho (7), como mostram os dados da segunda Figura.

O mercado deve seguir volátil, especialmente no mercado futuro. No entanto, é importante destacar que valores mais baixos que os atuais, embora possam acontecer, encontram uma maior resistência do vendedor.

É mais provável que o preço suba do que caia. Mas, claro, o mercado é volátil e especulado, apesar dos fundamentos de alta.

A Figura apresenta os dados da diferença entre o preço esperado (B3, valor de ajuste) e atual (Datagro) da arroba do boi gordo, para os vencimentos entre julho de 2026 e fevereiro de 2027, em julho (6), em Reais por arroba.

preço do boi gordo
Fonte: Dados da B3 e Datagro (elaborado por Farmnews)

Veja também que os primeiros dados da exportação de carne bovina do Brasil em julho de 2026 mostraram alta frente ao valor praticado em 2025.

Isso porque nos primeiros 3 dias úteis de julho, a média diária de embarque de carne bovina do Brasil foi de, em média, 15,05 mil toneladas métricas, valor 25,1% acima da média de venda de julho de 2025 (12,03 mil toneladas) que, considerou 23 dias úteis.

Em valores absolutos, a exportação de carne bovina somou 45,17 mil toneladas métricas na primeira parcial de julho, valor 16,3% do que foi observado em julho de 2025 (278,66 mil toneladas métricas). O mês de julho de 2025, é importante destacar, incluiu dados de 23 dias úteis.

A receita de exportação de carne bovina do Brasil renovou a máxima histórica em junho de 2026, alcançando US$1,82 bilhão. O valor alcançando em junho de 2026 de US$1,82 bilhão foi 39,2% acima do valor observado no mesmo período de 2025 (US$1,31 bilhão) e 3,0% acima do recorde anterior, de outubro de 2025 (US$1,77 bilhão).

Cabe ressaltar que a exportação de bovinos vivos do Brasil, em faturamento, mais que triplicou em junho de 2026 frente ao mesmo período de 2025. Pois é, além do recorde de exportação de carne bovina para um mês de junho, em 2026, o Brasil também renovou a máxima quando o assunto é a comercialização de bovinos vivos para o mercado internacional.

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Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!