O preço futuro do boi gordo contrariou o físico no início da segunda semana de julho e subiu para todos os contratos com vencimento em aberto na B3.
O valor da referência do mercado futuro, o indicador Datagro, segue em queda e foi cotado a R$326,8 por arroba em junho (6), 3,0% ou cerca de R$10,0 por arroba abaixo do preço que encerrou maio.
O preço da arroba do boi gordo se aproxima do valor que iniciou 2026 (primeira Figura), cotado em patamares próximos de R$320,0 por arroba.
A Figura apresenta a evolução diária do preço do boi gordo (Datagro), em Reais por arroba, em 2026.

Por outro lado, o mercado futuro do boi gordo, já bastante pressionado, subiu em junho (6).
A alta aconteceu para todos os contratos com vencimento em aberto na B3 entre os dias 3 e 6 de julho, como mostram os dados da Tabela abaixo.
No entanto, entre os dias 29 de junho e 6 de julho, os contratos com vencimento entre julho e setembro de 2026 acumularam queda, assim como o preço do boi gordo no mercado físico. A queda no mercado futuro, contudo, foi menor que a observada no mercado físico.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre julho de 2026 e fevereiro de 2027, em Reais por arroba.

O valor dos contratos que vencem a partir de outubro apresentaram alta entre os dias 29 de junho e 6 de julho, com destaque ao preço futuro do boi gordo para janeiro de 2027 que foi cotado acima de R$362,0 por arroba.
Vale destacar também que todos os contratos com vencimento em aberto na B3 ficaram acima do físico em julho (6), como mostram os dados da segunda Figura e sinalizando um movimento de recuperação mais consistente a partir de outubro.
A Figura apresenta os dados da diferença entre o preço esperado (B3, valor de ajuste) e atual (Datagro) da arroba do boi gordo, para os vencimentos entre julho de 2026 e fevereiro de 2027, em julho (6), em Reais por arroba.

E mudando de assunto, vale lembrar que apesar da preocupação com relação a esperada queda nas vendas para a China, nosso principal importador de carne bovina, o país asiático renovou o recorde de compra na primeira metade de 2026 (clique aqui) e isso impulsionou as vendas totais de exportação de carne bovina do Brasil que, igualmente foi recorde entre janeiro e junho (clique aqui).
A receita de exportação de carne bovina do Brasil renovou a máxima histórica em junho de 2026, alcançando US$1,82 bilhão. O valor alcançando em junho de 2026 de US$1,82 bilhão foi 39,2% acima do valor observado no mesmo período de 2025 (US$1,31 bilhão) e 3,0% acima do recorde anterior, de outubro de 2025 (US$1,77 bilhão).
Cabe ressaltar que a exportação de bovinos vivos do Brasil, em faturamento, mais que triplicou em junho de 2026 frente ao mesmo período de 2025. Pois é, além do recorde de exportação de carne bovina para um mês de junho, em 2026, o Brasil também renovou a máxima quando o assunto é a comercialização de bovinos vivos para o mercado internacional.
E isso reforça que, apesar das consequências negativas da cota de exportação de carne bovina do Brasil para a China sem tarifa adicional, no preço do boi gordo no curto prazo, o produto brasileiro está cada vez mais disputado no mercado internacional. A carne bovina e os bovinos vivos se mantêm mais procurados e vale ficar atento.
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