O preço futuro do boi gordo voltou a subir na parcial de julho e caminha para encerrar a primeira metade do mês próximo ou até mesmo renovando a máxima.
Isso porque o preço futuro do boi gordo para outubro foi cotado acima de R$355,0 por arroba em julho (14), A máximo para o vencimento até aquele momento aconteceu em abril (6), quando o preço esperado do boi gordo foi cotado a R$356,7 por arroba.
A Figura ilustra a evolução diária do preço esperado do boi gordo para outubro de 2026 (B3, valor de ajuste), em Reais por arroba.

Embora o preço futuro para outubro caminhe para renovar a máxima para o vencimento, os dados da B3 indicam continuidade do movimento de valorização para os demais contratos, com especial atenção àqueles que vencem no início de 2027, como mostram os dados da segunda Figura.
O preço esperado para o início de 2027 inclusive já se aproxima de R$367,0 por arroba e ainda estamos em um momento de preço no físico mais pressionado. Em outras palavras, esses valores tendem a subir ainda mais, apesar da volatilidade e da gestão de risco, sempre em foco.
A Figura apresenta os dados da diferença entre o preço esperado (B3, valor de ajuste) e atual (Datagro) da arroba do boi gordo, para os vencimentos entre julho de 2026 e fevereiro de 2027, em julho (14), em Reais por arroba.

E vale observar também que o preço da referência do mercado futuro, o indicador Datagro também passou a acumular alta ao longo da última semana, entre os dias 7 e 14 de julho (Tabela).
Como temos destacado no Farmnews, apesar da volatilidade também no mercado físico, o preço do boi gordo deve seguir mais estável e mostrar recuperação ao longo do ano, como os próprios dados do mercado futuro indicam.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre julho de 2026 e fevereiro de 2027, em Reais por arroba.

Veja também que o abate de vacas e novilhas nos primeiros 3 meses de 2026 alcançou valores históricos para o período do ano pelo terceiro ano consecutivo.
O abate oficial de bovinos no Brasil no 1º trimestre foi novamente recorde para o período do ano, impulsionado também pelo forte aumento do abate de vacas e novilhas. Aliás, nunca foram abatidas tantas fêmeas no 1º trimestre de um ano como em 2026.
E o recorde histórico de abate de fêmeas em um 1º trimestre aconteceu pelo terceiro ano consecutivo em 2026 e isso reforça a preocupação futura com relação a produção de carne bovina no Brasil, também diante de um cenário global de menor oferta de carne bovina, como temos discutido no Farmnews.
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