No final da primeira quinzena de 2026, a venda de carne bovina perdeu embalo, mas se mantém acima do esperado para o período do ano!
Após um fim de ano movimentado e diante das despesas típicas de janeiro, o consumidor tende a buscar opções mais baratas.
Ao longo da semana, as vendas perderam fôlego. Ainda assim, seguiram acima do esperado para o período. Após um dezembro aquecido e somado às despesas típicas do início do ano, o consumo tendia a desacelerar, com o consumidor final preferindo proteínas mais acessíveis.
No atacado de carne com osso, a carcaça casada do boi capão subiu 2,3%, negociada em R$22,65/kg. Já a do boi inteiro avançou 2,6%, cotada em R$21,40/kg.
Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 2,5%, para R$20,75/kg, enquanto a da novilha registrou alta de 1,7%, alcançando R$21,50/kg.
No mercado atacadista sem osso, a média geral recuou 0,2%, pressionada pelas quedas registradas tanto nos cortes do traseiro quanto nos do dianteiro.
No traseiro, a média caiu 0,2%, com destaque para a queda de 1,9% da picanha B – cenário em que sete cortes ficaram em baixa e nove em alta. No dianteiro, queda de 0,1% na média, com quatro cortes em baixa e dois em alta, porém com a maior variação entre os cortes positiva, com alta de 1,2% para o acém.
No varejo, mesmo com a perda de ritmo na venda de carne bovina, houve espaço para ajustes positivos de preços em algumas praças.
Em São Paulo, a média subiu 0,8%, com 14 cortes em alta, três em queda e quatro estáveis. O destaque ficou para a alta do cupim (3,6%) e da picanha (3,5%).
Em Minas Gerais, a média avançou 0,7%, sustentada por 11 cortes em alta, sete em baixa e três estáveis. O destaque ficou com a picanha maturada, que subiu 3,8%.
No Rio de Janeiro, alta de 0,5% na cotação média, com 11 cortes em alta, nove em baixa e um sem alteração. A paleta liderou as valorizações, com alta de 4,6%.
Em contrapartida, o Paraná registrou queda de 0,1% na média, com oito cortes em baixa, oito em alta e cinco estáveis. O movimento foi influenciado principalmente pelas quedas de 3,5% no músculo e de 3,0% na fraldinha.
No curto prazo, a tendência é de que as vendas percam ainda mais ritmo, já que a segunda quinzena pesa no orçamento do consumidor, com o salário já mais curto e as despesas extras do início do ano.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

O preço do boi gordo iniciou 2026 mais pressionado, com o valor cotado pouco abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (clique aqui) e também abaixo da média nominal de janeiro de 2025.
O fato é que a decisão chinesa de aplicar limite de cota de exportação de carne bovina para o Brasil, sem tarifação adicional, tem gerado insegurança no setor. Isso porque a cota estabelecida ao Brasil de 1,106 milhão de toneladas é muito abaixo do que foi embarcado em 2025 (clique aqui). No entanto, há tempo para que a cota seja flexibilizada, ainda mais porque a demanda chinesa não deve arrefecer e o potencial de venda dos países concorrentes ao Brasil é menor e mais caro. Acreditamos que esse cenário deve mudar ao longo do ano, esperamos que o mais breve possível.
Mas enquanto isso, a exportação de carne bovina do Brasil iniciou 2026 com média de embarque diário mais de 80,0% acima do praticado em janeiro de 2025. Clique aqui e saiba mais!
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

Veja também que a quantidade de arrobas de boi gordo necessária para a compra de um bezerro foi a maior para um mês de janeiro na parcial de 2026. Clique aqui e confira os dados!
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