Mercado de carne bovina inicia julho mais lento e com queda de preço

Scot Consultoria
Farmnews

O mercado de carne bovina continua devagar no início de julho, com queda nas médias gerais dos cortes.

Apesar da virada do mês e do recebimento das bonificações, as vendas no mercado varejista estão lentas e os preços recuaram, enquanto o setor aguarda o pagamento dos salários no quinto dia útil do mês. O atacado acompanhou esse movimento com poucas saídas e queda nas médias gerais.

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No atacado de carne com osso, as carcaças casadas apresentaram recuo nos preços.

A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 1,5%, negociada em R$23,05/kg. A do boi inteiro teve queda de 1,8%, cotada em R$22,45/kg. Entre as fêmeas, a cotação da carcaça casada da vaca caiu 1,6%, apregoada em R$21,75/kg, e a da novilha caiu 1,1%, comercializada em R$22,15/kg.

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No atacado de carne desossada, a média recuou 0,9%, pressionada pela queda de 19 dos 22 cortes monitorados.

Entre os cortes do traseiro, a média caiu 0,9%, com 14 cortes em baixa, um em alta e um estável. A maior variação foi observada no miolo de alcatra, que recuou 1,9%.

Nos cortes do dianteiro, a média caiu 0,9%, com cinco cortes pesquisados registrando desvalorização e um em estabilidade. O destaque foi o peito, que caiu 1,6%.

No varejo, com exceção do Rio de Janeiro, que apresentou alta na média, todos os demais estados apresentaram desvalorização.

Em São Paulo, a média recuou 0,3%, com 11 cortes em queda e nove em alta. A maior variação foi a alta de 5,0% no lombinho.

Em Minas Gerais, a média recuou 0,1%, com oito cortes em queda, seis em alta e seis estáveis. No estado, o destaque também foi o lombinho, que subiu 5,1%.

No Paraná, a média recuou 0,3%, com 10 cortes em queda, cinco em alta e cinco estáveis. A costela foi o corte que apresentou a maior variação, com recuo de 3,5%.

No Rio de Janeiro, a média subiu 0,9%, sendo o único estado a registrar valorização nos preços. No estado, 11 cortes apresentaram alta, cinco permaneceram estáveis e quatro caíram. A maior variação foi observada na fraldinha, que aumentou 5,6%.

No curto prazo, com a virada do mês e o recebimento dos salários, a tendência é de que o mercado de carne bovina volte a se aquecer.

Competitividade entre as carnes em junho

Em junho, o preço do dianteiro acumulou baixa de 1,8%, ou R$0,35/kg, fechando em R$19,50/kg.

O frango médio* subiu 1,1%, ou R$0,07/kg, comercializado em R$6,22/kg. Com isso, a relação de troca melhorou 2,9% para a carne bovina, passando de 3,23kg para 3,14kg. Ou seja, ao final do mês, foi possível adquirir um volume menor de frango com 1,0kg de dianteiro bovino.

O suíno especial** apresentou queda de 1,1%, ou R$0,10/kg, negociado em R$8,70/kg. Dessa forma, a competitividade da carne bovina também melhorou frente à suína em 0,6%, permitindo a compra de um menor volume de carne suína com 1,0kg de dianteiro bovino. No início do mês, era possível adquirir 2,26kg e, no fechamento, 2,24kg.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Fonte: Dados da Scot Consultoria, até 02-jul

A pressão negativa no preço do boi gordo desde a segunda metade de junho, com a demanda doméstica mais fraca e a diminuição do ritmo de exportação de carne bovina devido ao limite de cota chinesa, sem tarifa adicional, parece refletir no volume de negócios também na B3. E isso preocupa!

Isso porque as posições em aberto no mercado futuro do boi gordo caíram no início de julho para o menor patamar desde fevereiro. Clique aqui e confira os dados!

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

Fonte: Dados da Scot Consultoria, até 02-jul

E mudando de assunto, o preço da carne bovina nos EUA em junho de 2026 subiu 3,7% frente ao valor nominal de junho de 2025 e alcançou o patamar mais alto para o período do ano. 

O valor de junho de 2026 também se aproxima da máxima histórica de preço, não apenas considerando o mês de junho e, isso reforça para a contínua valorização do valor dos cortes em um cenário de oferta de animais para o abate cada vez mais restrita também nos EUA. 

Nesse contexto, vale lembrar que a exportação de carne bovina do Brasil para os EUA em maio foi o maior para o período do ano, em 2026 e, no acumulado parcial do ano, nunca foi tão grande.

No acumulado de 2026, até maio, a exportação de carne bovina do Brasil para os EUA renovou a máxima para o período do ano, somando 161,33 mil toneladas métricas, acima da máxima anterior para o período do ano, de 2025 (143,08 mil toneladas),

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