Preço corrigido do bezerro em 2026: expectativa de mais alta no ciclo atual

Ivan Formigoni
Farmnews

O preço corrigido do bezerro, em 2026, segue sinalizando um potencial de valorização acima dos patamares praticado no ciclo pecuário de longo prazo atual.

O preço do bezerro tem sido o destaque positivo de 2026, apesar de apresentar uma maior estabilidade em julho (clique aqui).

E embora o preço nominal da categoria de reposição esteja renovando a máxima no ano (primeira Figura), o potencial de alta ainda é grande, principalmente quando avaliamos o comportamento histórico do preço corrigido do bezerro no longo prazo e o atual cenário de abate de fêmeas no Brasil.

Vale lembrar que o abate de vacas e novilhas nos primeiros 3 meses de 2026 alcançou valores históricos para o período do ano pelo terceiro ano consecutivo.

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O abate oficial de bovinos no Brasil no 1º trimestre foi novamente recorde, impulsionado também pelo forte aumento do abate de vacas e novilhas. Aliás, nunca foram abatidas tantas fêmeas no 1º trimestre de um ano como em 2026.

No 1º trimestre de 2026 a taxa de abate de fêmeas (vacas e novilhas) alcançou 49,9%, o patamar mais alto para o período do ano e, muito acima da média para um 1º trimestre, de 44,4%, considerando os valores entre 2010 e 2026.

A Figura ilustra a evolução mensal do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), desde 2010, em Reais por cabeça.

Fonte: Dados do Cepea (elaborado por Farmnews)

E se por um lado o preço nominal alcançou a máxima em 2026, o preço corrigido do bezerro permanece abaixo dos patamares recorde observado no ciclo de alta de longo prazo anterior, ou seja, em 2021.

O preço corrigido do bezerro, como temos destacado no Farmnews, tem renovado a máxima nos ciclos de alta ao longo dos anos. Isso aconteceu em 2015, 2021 e a expectativa é que novamente aconteça no ciclo de alta atual que, pode acontecer em 2027.

Além do recorde nos ciclos de alta, o preço corrigido do bezerro também tem alcançado valores mínimos em patamares cada vez mais altos. Isso mostra que nos ciclos de baixa, os preços têm caído menos, como foi observado em 2012, 2018 e 2024 (segunda Figura).

Em outras palavras, a cada ciclo de longo prazo o preço corrigido do bezerro cai menos e sobe mais em relação ao ciclo anterior.

A questão aqui é com relação aos valores esperados da categoria de reposição. Apesar da expectativa de novos recordes do preço do bezerro, a principal preocupação está relacionada a queda no poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.

A Figura ilustra a evolução mensal do preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) corrigido pelo IGP-M de junho de 2026, desde 2010, em Reais por cabeça.

preço corrigido do bezerro
Fonte: Dados do Cepea e FGV (elaborado por Farmnews)

O preço do boi gordo, em julho de 2026, voltou a mostrar sinais de recuperação, apesar de bastante pressionado na primeira metade do mês e, caminha para renovar a máxima nominal para o período do ano.

Pois é, embora o preço do boi gordo deva alcançar os patamares mais altos para um mês de julho, em 2026, o momento para o pecuarista é desafiador.

Na parcial de julho de 2026 foram necessárias, em média, 10,30 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro, segundo dados do Cepea, o patamar mais alto para o período do ano e também considerando toda a série histórica, ou seja, não apenas em um mês de julho.

O Farmnews também destacou ao longo de julho que em poucas vezes ao longo da história, com a venda de um boi gordo de 20,0@ foi possível comprar menos de 2,0 bezerros, em média. Isso aconteceu em 2 oportunidades em 2021 e novamente em 2026, segundo dados do Cepea. Clique aqui e confira os dados!

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Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!