Os dados parciais da exportação de milho do Brasil mostraram um aumento na média diária de embarque de mais de 350,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Pois é, considerando os números das duas primeiras semanas de abril ou 7 dias úteis, a média diária de embarque de milho do Brasil para o mercado internacional foi de 42,54 mil toneladas, valor 377,1% acima do praticado em abril de 2025, quando a média diária de embarque foi de 8,91 mil toneladas.
Vale lembrar que além da alta na primeira parcial de abril, a exportação de milho do Brasil já apresentou um 1° trimestre de 2026 com vendas acima da observada no mesmo período de 2025.
Isso porque a exportação de milho do Brasil no 1° trimestre de 2026 foi 15,0% acima do valor observado no mesmo período de 2025, mas atrás do que foi comercializado em 2024 e 2025. A venda de milho brasileiro para o mercado internacional entre janeiro e março de 2026 somou 6,78 milhões de toneladas, enquanto no 1° trimestre de 2025 o valor foi de 5,89 milhões de toneladas. No 1° trimestre de 2024 e 2025 a exportação foi de, respectivamente, 9,78 e 7,01 milhões de toneladas.
Considerando apenas o mês de março de 2026, a venda de milho brasileiro para o mercado internacional somou 983,03 mil toneladas, valor 12,8% acima do que foi praticado em março de 2025 (871,30 mil toneladas) e no maior patamar para o período do ano desde 2023 (1,33 milhão de toneladas).
E mesmo com a alta na exportação de milho do Brasil em 2026, pelo menos até a parcial de abril, o preço do milho ficou mais pressionado, para baixo ao longo do mês, tanto no mercado físico como futuro.
No mercado físico, a referência Cepea também acumula perda, com o preço do grão novamente abaixo de R$70,0 por saca. Na parcial do mês, frente ao valor que encerrou março (R$70,4), o preço do milho caiu 2,3%, cotado a R$68,8 por saca em abril (13). Na parcial do ano, em relação ao valor que encerrou 2025 (R$69,5), a queda foi de 1,0%.
O fato é que a queda no preço do milho no mercado físico também influenciou o preço esperado do grão, com a queda para todos os contratos com vencimento em aberto na B3 na parcial de abril (Tabela).
Vale lembrar também que o USDA revisou, em abril de 2026, os dados da produção e estoque mundial de milho para a safra 2025/26 e o Farmnews comparou os valores esperados com a estimativa anterior e também com as safras anteriores.
Apesar da expectativa de novo recorde, a estimativa revisada em abril mostrou pouca variação frente a previsão anterior, de março. No entanto, a perspectiva para o estoque mundial de milho foi revisada para cima em abril. O Brasil apresentou alta na previsão de estoque, com alta de 4,3% frente a estimativa anterior.
O estoque mundial de milho foi revisado para cima em abril de 2026, com expectativa de alcançar 294,81 milhões de toneladas. Apesar da alta frente a estimativa anterior, o valor segue abaixo do que foi observado nas safras anteriores.
E além da alta nas exportações de milho do Brasil, os dados parciais da exportação de carne bovina brasileira no acumulado das duas primeiras semanas de abril também mostraram alta frente aos valores observados em abril de 2025 e, com isso, caminham para nova máxima para um mês de abril, em 2026.
E novo recorde é esperado em abril justamente porque o Brasil apresentou uma média diária de embarque de carne bovina in natura de 13,89 mil toneladas métricas nos primeiros 7 dias úteis de abril de 2026, valor 15,1% acima do que foi observado em abril de 2021, quando em 20 dias úteis, a média diária de embarque ficou em 12,07 mil toneladas métricas.
Além da venda internacional aquecida, o consumo doméstico de carne bovina para 2026, no Brasil, foi revisado para cima em abril. O consumo de carne bovina no Brasil em 2026 foi revisado de 7,75 milhões de toneladas em equivalente carcaça para 8,15 milhões de toneladas, aumento de 5,1% frente a expectativa apresentada em dezembro de 2025.
Apesar do aumento na expectativa de demanda doméstica por carne bovina no Brasil, o consumo em 2026 deve ser o menor desde 2023. E a exemplo do Brasil, a expectativa de demanda para o México e os EUA também subiu de modo mais significativo.
E mudando de assunto, apesar das vendas recordes de carne bovina e bovinos vivos do Brasil e mesmo com o preço recorde do boi gordo em 2026, o mercado futuro do boi gordo segue descolado do físico e precificando forte movimento de queda a partir de maio. E o que justifica tal movimento?
O fato é que o preço futuro do boi gordo segue cada vez mais descolado do mercado físico e, embora movimentos especulativos sejam comuns no mercado financeiro, isso aumenta a insegurança do produtor e igualmente pode afastar o investidor Pessoa Física da B3.
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