O preço do boi gordo apresentou, em julho (20), a maior alta diária de 2026, pelo menos até aquele momento, com ganho de R$4,4 por arroba.
A referência do mercado futuro (Datagro) subiu forte em julho (20), cotado a R$337,2 por arroba em julho (20), valor R$4,4 por arroba acima da cotação anterior (R$332,1).
O preço do boi gordo na parcial de julho (20) zerou a perda acumulada no mês, ou seja, voltou a ficar acima do valor que encerrou junho e reforça a perspectiva mais otimista para o valor da arroba ao longo da segunda metade de 2026.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Datagro), em Reais por arroba, ao longo de 2026.

O preço do boi gordo apresentou a maior alta diária em julho (20), com ganho acima de R$4,0 por arroba em relação à cotação anterior. E o mercado futuro segue na máxima para os vencimentos a partir de setembro.
O fato é que a oferta de animais prontos para o abate segue restrita e os pecuaristas cada vez menos dispostos a negociar os animais a patamares de preços mais baixos.
E o movimento de recuperação no mercado físico ajuda a impulsionar ainda mais a expectativa futura de preço na B3, com todos os contratos com vencimento em aberto na B3 precificando alta. O destaque para 2026 é o contrato para dezembro que, mantém a expectativa de máxima para o ano.
No entanto, os valores a partir de 2027 devem seguir em alta, de acordo com os dados da B3, com o preço esperado para janeiro e fevereiro acima de R$370,0 por arroba (segunda Figura).
A Figura apresenta os dados da diferença entre o preço esperado (B3, valor de ajuste) e atual (Datagro) da arroba do boi gordo, para os vencimentos entre julho de 2026 e fevereiro de 2027, em julho (20), em Reais por arroba.

E mudando de assunto, a exportação de carne bovina do Brasil voltou a cair na parcial até a 3ª semana de julho de 2026, ficando inclusive abaixo da média diária praticada em 2025.
na terceira parcial do mês, considerando 13 dias úteis, os dados diários de embarque de carne bovina do Brasil voltaram a cair, para uma média de 10,39 mil toneladas métricas, valor 10,3% abaixo do que foi praticado em julho de 2025 (12,03 mil toneladas).
Pois é, o ritmo de venda de carne bovina do Brasil caiu em julho, como resultado da queda nos embarques para a China. A expectativa é que da exportação de carne bovina fique abaixo da praticada em julho de 2025.
No acumulado dos 13 primeiros dias úteis de julho de 2026, os embarques, em valor absoluto, totalizaram 140,38 mil toneladas, valor 50,7% do que foi observado em julho de 2025 (276,66 mil toneladas métricas) e, como temos destacado, o valor mais alto para o período do ano.
E apesar da expectativa de novos recordes do preço do bezerro, a principal preocupação está relacionada a queda no poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.
Embora o preço nominal da categoria de reposição esteja renovando a máxima no ano, o potencial de alta ainda é grande, principalmente quando avaliamos o comportamento histórico do preço corrigido do bezerro no longo prazo e o atual cenário de abate de fêmeas no Brasil (clique aqui).
O fato é que em m poucas vezes ao longo da história, com a venda de um boi gordo de 20,0@ foi possível comprar menos de 2,0 bezerros, em média. Isso aconteceu em 2 oportunidades em 2021 e novamente em 2026, segundo dados do Cepea. Clique aqui e confira os dados!
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