O preço futuro do boi gordo caiu mais que o físico em abril, com maior pressão nos contratos mais próximos do vencimento, entre maio e agosto.
O preço dos contratos futuros do boi gordo com vencimento entre maio e agosto de 2026 caíram entre 4,0% e 6,0% ao longo de abril, frente ao valor que encerrou março, enquanto no mesmo intervalo de tempo, os vencimentos entre setembro e dezembro de 2026 caíram menos, entre 1,0% e 2,0%.
O preço da referência do mercado futuro no físico, o indicador Datagro caiu menos de 1,0% entre o final de março e o final de abril. No entanto, desde a máxima histórica de abril (14), quando foi cotado acima de R$367,0 por arroba, acumulou queda de 3,8% até o final de abril, quando foi cotado a R$353,0 por arroba.
No acumulado de 2026, até o final de abril, frente ao valor que encerrou 2025, o preço do boi gordo (Datagro) acumula alta de 10,8%, enquanto o contrato que vence em maio subiu 5,5% e o de outubro valorizou 1,6%.
Vale destacar também que o número de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo encerra abril mais estável, apesar da volatilidade no preço dos contratos.
A Figura apresenta a evolução diária do preço do boi gordo no físico (Datagro) e do preço esperado para maio e outubro de 2026 (B3, valor de ajuste), em Reais por arroba, ao longo de 2026.

Apesar de cumular maior queda ao longo de abril, o preço futuro do boi gordo, na última semana do mês, caiu menos que o físico e os contratos com vencimento entre setembro e dezembro acumularam alta.
O fato é que entre os dias 23 e 30 de abril, o preço do boi gordo (Datagro) caiu 2,5%, acima da queda para os contratos futuros com vencimento entre maio e agosto caíram entre 0,5% e 1,3%. Por outro lado, os vencimentos entre setembro e dezembro subiram entre os dias 23 e 30 de abril (Tabela).
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba.

O importante é observar a melhora na expectativa para os meses finais do ano, inclusive com o contrato para dezembro voltando a ficar acima do valor atual da arroba no final de abril.
É esperada uma maior volatilidade das cotações ao longo de maio no mercado futuro do boi gordo, enquanto no físico, apesar da pressão de baixa no período da safra, os fundamentos devem prevalecer, especialmente para os meses finais do ano. Vamos acompanhar!
Veja também que o preço do bezerro foi o destaque de alta e, a única entre as commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews que acumulou valorização no mês.
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em abril (30).

Vale destacar que o preço do boi gordo nos EUA em 2026 renovou a máxima histórica para um mês de abril e, mais que dobrou frente a 2020! O preço do boi gordo nos EUA (Nebraska, Choice 60-85) foi cotado a US$162,3 por arroba em abril de 2026, valor 16,7% acima do praticado no mesmo período de 2024 (US$139,1) e nova máxima nominal para um mês de abril.
Pois é, com o rebanho nos EUA nos menores patamares da história, o preço do boi gordo naquele país segue em alta, assim como o preço da carne bovina no país e a importação de carne bovina do Brasil.
Assim como aconteceu com o boi gordo, o preço da carne bovina nos EUA renovou a máxima nominal para um mês de abril, em 2026 e reforça movimento de alta histórica no país. O preço da carne bovina nos EUA em abril de 2026 subiu quase 15,0% frente ao valor nominal de abril de 2025 e renovou a máxima nominal para o período pelo segundo ano consecutivo.
O preço em alta da carne bovina nos EUA favorece a procura do país pelo produto brasileiro. A exportação de carne bovina do Brasil para os EUA foi de 98,17 mil toneladas métricas no 1° trimestre de 2026, o maior patamar para o período do ano e 28,5% acima do observado em 2025.
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