Preço futuro do boi gordo frente ao físico na 1ª semana de agosto

Ivan Formigoni
Farmnews

O preço futuro do boi gordo para 2026 encerrou a primeira semana de agosto praticamente estável em relação ao final de julho.

O preço futuro do boi gordo acumulou leve queda para a maioria dos contratos em aberto na B3 na primeira semana de agosto, com exceção dos vencimentos para novembro e dezembro.

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Vale destacar que embora os preços dos contratos do boi gordo na B3 entre os dias 31 de julho e 7 de agosto tenham acumulado pouca variação, isso não significa que ao longo da semana os valores ficaram estáveis.

Aliás, pelo contrário, como mostram os dados da primeira Tabela abaixo.

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O preço futuro do boi gordo apresentou forte volatilidade, especialmente nos dias 3 e 4 de agosto, quando após um dia de forte queda na B3, o valor dos contratos apresentou forte recuperação.

A referência do mercado futuro do boi gordo, apesar das 3 quedas diárias consecutivas, acumulou ganho na semana, com valorização de 0,5% frente ao valor que encerrou julho.

A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre agosto de 2026 e fevereiro de 2027, em Reais por arroba.

preço futuro do boi

O preço futuro do boi gordo ficou praticamente estável na primeira semana de agosto, em relação ao valor que encerrou julho, embora tenha apresentado forte volatilidade ao longo do período.

Vale observar que os contratos com vencimento em agosto e setembro seguem oscilando em patamares relativamente próximos do físico, indicando uma perspectiva de maior estabilidade no curto prazo.

Apesar da relativa estabilidade na primeira semana de agosto, no acumulado do mês, tanto o mercado físico como futuro apresentaram recuperação (segunda Tabela).

No entanto, embora todos os contratos futuros do boi gordo em aberto e com maior liquidez na B3 tenham apresentado alta no último mês, o preço do boi gordo no físico foi o destaque de recuperação.

A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre agosto de 2026 e fevereiro de 2027, em Reais por arroba.

preço futuro do boi

A maior valorização do mercado físico do boi gordo reflete na queda da diferença entre o preço esperado e atual da arroba (terceira Tabela).

O valor esperado para agosto de 2026, na B3, inclusive segue pouco abaixo do físico em agosto (7), enquanto todos os demais vencimentos precificam recuperação, embora a expectativa de alta para setembro permaneça modesta.

O contrato para vencimento em outubro, que concentra o maior número de posições em aberto na B3 (clique aqui), precificava ala de mais de R$20,0 por arroba em relação ao físico há 30 dias. Em agosto (7), a expectativa de alta caiu para cerca de R$6,0 por arroba.

A Tabela apresenta os dados da diferença entre o preço futuro do boi gordo (B3, valor de ajuste) frente ao valor do boi gordo no físico (Datagro), em Reais por arroba, para os vencimentos entre agosto de 2026 e fevereiro de 2027.

preço futuro do boi

Isso mostra que o mercado é volátil e dinâmico e merece cuidado do ponto de vista da gestão de risco, seja para quem participa da B3 como no planejamento de vendas. E, claro, nesse contexto, é importante entender dos fundamentos do mercado pecuário, à parte de todo essa volatilidade.

A nossa expectativa é que o mercado siga em recuperação, tanto no mercado futuro como no mercado físico, mas é preciso atenção à volatilidade que, deve seguir presente nos negócios.

A Figura apresenta os dados da diferença entre o preço esperado (B3, valor de ajuste) e atual (Datagro) da arroba do boi gordo, para os vencimentos entre agosto de 2026 e março de 2027, em agosto (7), em Reais por arroba.

preço futuro do boi
Fonte: Dados da B3 e Datagro (elaborado por Farmnews)

Vale lembrar que em julho de 2026 a exportação total de carne bovina do Brasil caiu 17,7% frente ao mesmo período do ano anterior.

Em julho de 2026 o Brasil comercializou o equivalente a 227,94 mil toneladas métricas de carne bovina, enquanto no mesmo período de 2025 as vendas alcançaram 276,88 mil toneladas métricas.

A queda era esperada, já que os dados parciais de venda de carne bovina do Brasil sinalizavam perda no mês e, muito disso, claro, relacionado ao desempenho das exportações para a China, nosso maior comprador.

O fato é que a importação de carne bovina do Brasil pela China caiu quase 50,0% em julho de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, a venda de carne bovina no mercado doméstico voltou a subir, impulsionado pela volta às aulas e o recebimento dos salários no início do mês.

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Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!