Venda de carne bovina melhora: confira preços no início de agosto

Scot Consultoria
Farmnews

A venda de carne bovina melhorou no início de agosto, impulsionado pelo pagamento dos salários e o período de volta às aulas!

Mesmo antes do quinto dia útil, as vendas melhoraram com a virada do mês, favorecidas pelo pagamento de bonificações e pela volta às aulas.

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A virada do mês fez com que as vendas melhorassem em relação à semana anterior no início de agosto.

Apesar de ainda não ter chegado ao quinto dia útil para o recebimento dos salários, em 7/8. Isso, somado ao pagamento das bonificações dias antes e à volta às aulas, auxiliaram o bom momento.

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Esse cenário colaborou para a sustentação do mercado atacadista paulista, que recebeu pedidos de reposição de estoques e ainda contou com a menor disponibilidade de bovinos para abate, e como consequência, houve redução dos abates (detalhes na página do boi gordo) e da disponibilidade de carne nas câmaras.

No entanto, mesmo com o melhor ritmo de venda de carne bovina no varejo, a cotação média não acompanhou esse movimento e recuou, diante da necessidade de ofertas para aumentar o giro no setor.

No atacado de carne com osso, a cotação de todas as carcaças subiu.

A carcaça casada do boi capão teve alta de 2,4%, negociada em R$23,70/kg, enquanto a do boi inteiro subiu 2,0%, cotada em R$23,20/kg. Entre as fêmeas, a cotação da carcaça da vaca aumentou 2,3%, apregoada em R$22,65/kg, e a da novilha subiu 2,0%, comercializada em R$22,70/kg.

No atacado de carne sem osso, a média aumentou 3,3%, com os 22 cortes em alta.

Entre os cortes do traseiro, a média subiu 3,4%, com a maior variação para a fraldinha, de 5,9%. Já os cortes do dianteiro registraram alta média de 3,2%, com destaque para o cupim, que valorizou 3,7%.

No varejo, com exceção de Minas Gerais, onde a média subiu, os demais estados registraram recuo na média geral.

Em São Paulo, a média caiu 1,2%, com 14 cortes em queda, cinco em alta e um sem alteração. A alcatra com maminha foi o corte que mais variou, com recuo de 4,5%.

No Paraná, dez cortes tiveram alta, oito caíram e dois permaneceram estáveis. A maior variação foi a do lagarto, com alta de 4,2%. Ainda assim, a média registrou recuo de 0,1%, pressionada pelas demais variações mais expressivas serem de queda.

No Rio de Janeiro, a média recuou 0,7%, com 13 cortes em queda, cinco em alta e dois sem alteração. O destaque foi o acém, que caiu 6,0%.

Por outro lado, Minas Gerais apresentou alta de 0,4% na média, com nove cortes em alta, sete em queda e quatro estáveis. O acém foi o corte que mais variou, com queda de 4,2%, e a fraldinha subiu 4,1%.

No curto prazo, a expectativa é de um mercado sustentado com a entrada dos salários e a proximidade do Dia dos Pais, no próximo domingo, 9/8.

Competitividade entre as carnes em julho

Em julho, considerando do primeiro ao último dia útil, o dianteiro acumulou queda de 1,8%, ou R$0,35/kg, fechando em R$19,15/kg.

A cotação do frango médio caiu 1,6%, ou R$0,10/kg, comercializado em R$6,10/kg. Com isso, a competitividade da carne bovina frente ao frango melhorou 0,2%, passando de 3,15kg para 3,14kg. Ou seja, ao final do mês, foi possível adquirir um volume menor de frango com 1,0kg de carne bovina.

O suíno especial** apresentou queda de 10,3%, ou R$0,90/kg em sua cotação, negociado em R$7,80/kg. Dessa forma, a competitividade da carne bovina frente à suína piorou 10,3%, permitindo a compra de maior volume de carne suína com 1,0kg de carne bovina. No início do mês, era possível adquirir 2,24kg e, no fechamento, 2,46kg.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

venda de carne bovina
Fonte: Dados da Scot Consultoria (até 06-ago)

Vale lembrar que em julho de 2026 a exportação total de carne bovina do Brasil caiu 17,7% frente ao mesmo período do ano anterior.

Em julho de 2026 o Brasil comercializou o equivalente a 227,94 mil toneladas métricas de carne bovina, enquanto no mesmo período de 2025 as vendas alcançaram 276,88 mil toneladas métricas.

A queda era esperada, já que os dados parciais de venda de carne bovina do Brasil sinalizavam perda no mês e, muito disso, claro, relacionado ao desempenho das exportações para a China, nosso maior comprador.

O fato é que a importação de carne bovina do Brasil pela China caiu quase 50,0% em julho de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, a importação de carne bovina do Brasil pelos EUA mais que dobrou em julho de 2026 quando comparado ao mesmo período de 2025.

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

venda de carne bovina
Fonte: Dados da Scot (até 6-ago)

Saiba também que o preço da carne bovina nos EUA em julho de 2026 caiu frente ao valor nominal de julho de 2025, mas segue próximo da máxima nominal e muito acima dos patamares observados até 2024.

Aliás, o preço do boi gordo nos EUA caiu em julho de 2026, interrompendo 5 anos consecutivos de valorização para o período do ano.

Apesar do valor seguir próximo do patamar recorde de preço, fica a pergunta: o que houve? Alguma mudança de cenário?

A resposta é não!

Isso porque após o feriado de 4 de julho (Independence Day), tradicional período de forte consumo de carne bovina, a demanda no atacado normalmente perde intensidade. Essa sazonalidade reduz a sustentação dos preços da carne e acaba refletindo no mercado do boi gordo.

Outro fato que deve ser destacado foi a reabertura das importações de bovinos do México. Esse foi o principal fator que pressionou o preço do boi gordo nos EUA no mês de julho.

O USDA anunciou a retomada gradual das importações de bovinos mexicanos a partir de agosto, após mais de um ano de restrições devido à mosca-da-bicheira (New World Screwworm).

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