O preço futuro do boi gordo para dezembro de 2026 tem descolado, para cima, dos demais vencimentos em junho.
O mercado futuro do boi gordo segue pressionado, especialmente para os contratos mais próximos do vencimento, sob efeito dos receios relacionados a China, como temos discutido aqui.
Os contratos que vencem mais para o final do ano, apresentaram um comportamento mais estável ao longo do ano. No entanto, o preço futuro do boi gordo para dezembro tem chamado a atenção ao longo de junho, descolando, para cima, dos demais vencimentos, como mostram os dados da primeira Figura.
A Figura apresenta os dados da diferença entre o preço esperado (B3, valor de ajuste) e atual (Datagro) da arroba do boi gordo, para os vencimentos entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, em junho (18), em Reais por arroba.

Ao contrário dos contratos mais próximos do vencimento, mais pressionados, o preço futuro do boi gordo para dezembro de 2026 mostra uma expectativa de alta frente ao valor atual da arroba em junho.
O preço futuro do boi gordo para dezembro de 2026 tem oscilados em patamares relativamente estáveis, em torno de R$350,0 e R$360,0 por arroba. No início da segunda metade de junho, os valores voltaram a subir, com expectativa se aproximando novamente da máxima para o vencimento, ou seja, em torno de R$360,0 por arroba.
A Figura ilustra a evolução diária do preço esperado do boi gordo para dezembro de 2026 (B3, valor de ajuste), em Reais por arroba.

O cenário de curto prazo é, de fato, de queda (clique aqui). E esses movimentos podem influenciar a decisão de venda do pecuarista, por insegurança e pressionar ainda mais o valor da arroba no mercado físico, como temos destacado no Farmnews.
Os compradores mantêm uma maior pressão no preço da arroba no mercado físico (clique aqui), preocupados também com o possível maior excedente de carne bovina no mercado interno assim que a cota de exportação para a China for alcançada. Com isso, o preço do boi gordo segue mais pressionado no mercado futuro, aumentando a perspectiva de queda especialmente no curto prazo.
No entanto, à parte da maior pressão negativa para o curto prazo, a fase do ciclo pecuário no Brasil e nos principais países produtores, em um cenário de oferta restrita de carne bovina, suportam a expectativa mais otimista de preço para o longo prazo. Na nossa opinião, quanto maior a pressão negativa no curto prazo, maior a força de alta no futuro e, talvez, em um futuro não muito distante. Vamos acompanhar!
E mudando de assunto, o Farmnews apresentou o comportamento de preço do boi gordo, bezerro, milho e a soja ao longo de 2026, até a primeira metade de junho, avaliado em Reais (clique aqui) como em dólares (clique aqui).
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