O preço futuro do boi gordo segue precificando queda frente ao físico, especialmente entre maio e setembro, mas ficou mais estável no final de abril.
O preço do boi gordo no mercado físico ficou mais pressionado no final de abril, como resultado do efeito esperado da safra e, por consequência, uma oferta de animais para o abate um pouco melhor.
Apesar da exportação de carne bovina do Brasil caminhar para novo recorde de vendas para um mês de abril, em 2026, a venda de carne bovina no mercado doméstico enfraqueceu no final do mês!
A referência do mercado futuro, o indicador Datagro (primeira Figura), segue em queda, cotado a R$356,3 por arroba em abril (28) e praticamente no mesmo valor que encerrou março (R$356,0). Em outras palavras, o preço do boi gordo, após renovar a máxima em abril, praticamente devolveu todo ganho observado no mês. No ano, contudo, o indicador acumula alta de 11,8%, uma vez que encerrou 2025 cotado a R$318,4 por arroba.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Datagro), avaliado em Reais por arroba, desde julho de 2025.

O preço do boi gordo (Datagro) caiu 2,7% entre os dias 20 e 28 de abril (Tabela), enquanto o mercado futuro que já vinha muito pressionado ao longo de abril, ficou mais estável no período, inclusive acumulando leve alta, para os contratos com vencimento em aberto, com exceção para o que vence em abril.
A alta no mercado futuro do boi gordo, embora pequena, foi maior para os contratos com vencimento mais distante, entre setembro e dezembro de 2026 que, ao contrário daqueles com vencimento mais próximo, ficaram mais estáveis ao longo de 2026, até aquele momento.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba.

O preço futuro do boi gordo precifica, em abril (28), uma queda de cerca de R$10,0 por arroba frente ao físico para maio e novamente uma queda próxima de R$10,0 por arroba em junho, para depois voltar a subir.
Em outras palavras, o mercado futuro do boi gordo apresenta uma expectativa de queda de cerca de R$20,0 por arroba para junho, frente ao valor atual no físico em abril (28) e o valor mais baixo para os contratos com vencimento em aberto, naquele mês (junho).
Como temos destacado, o comportamento da “curva” futura do boi gordo na B3 tem mudado bastante em 2026 e deve seguir volátil.
A expectativa atual, de acordo com os dados da B3 (segunda Figura) é que uma queda nos próximos 2 meses, entre maio e junho e uma maior estabilidade entre julho e setembro, para depois voltar a subir e alcançar patamares próximos do valor atual da arroba praticado no final de abril, nos meses entre outubro e dezembro.
O interessante é observar que a expectativa de queda no mercado futuro do boi gordo diminuiu, seja pela maior estabilidade dos valores esperados no mercado futuro como pela queda no preço futuro do boi gordo. mas permanece significativa.
Como temos destacado no Farmnews, o mercado futuro é um indicador de expectativa, onde predomina a especulação e a maior volatilidade. E é justamente por isso a atenção aos fundamentos no mercado pecuário e também entender que ajustes negativos acontecem ao longo de uma trajetória de alta.
É normal movimentos de queda pontuais, mesmo em períodos de alta de preço como em 2026, ainda mais diante das incertezas relacionadas a China.
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em abril (28).

Veja também que além do recorde esperado de venda, o preço da carne bovina exportada do Brasil segue subindo ao longo de abril.
Na primeira parcial do mês, o preço médio de venda foi de US$6,07 por kg e 20,8% acima do valor praticado em abril de 2025 de US$5,03 por kg. Já na segunda parcial do mês, o valor médio da carne bovina brasileira no mercado internacional subiu ainda mais, para US$6,14 por kg. E na terceira parcial do mês, ou seja, até a 4ª semana de abril, o preço médio da carne bovina brasileira no mercado internacional subiu para US$6,20 por kg, patamar muito próximo do recorde para um mês de abril de 2022 (US$6,21 por kg).
E por falar em preço, o valor médio de venda da carne bovina do Brasil para o mercado internacional foi recorde para um 1° trimestre, em 2026. Pois é, além do recorde de vendas, o preço médio de exportação da carne bovina brasileira tem sido destaque em 2026 que, superou o recorde anterior para o período do ano, de 2022.
Os patamares recordes do preço da carne bovina exportada do Brasil brasileira têm sido impulsionados pela alta no preço dos principais importadores, em especial dos EUA, Chile, UE e Rússia que renovaram as máximas para o 1° trimestre, em 2026.
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