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Pressão da UE à carne bovina brasileira “coincide” com importações recordes!

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A pressão da UE sobre os produtos de origem animal do Brasil acontece em um momento de venda recorde de carne bovina ao bloco europeu e deve trazer apenas consequências pontuais de curto prazo, como volatilidade e insegurança.

O anúncio da possível interrupção das exportações de produtos de origem animal do Brasil para os países da UE aumenta a insegurança do pecuarista e do setor como um todo.

Vale destacar que a UE é um dos principais importadores de carne bovina do Brasil e em 2026 tem aumentado o ritmo de compra. No acumulado até abril, a venda de carne bovina in natura do Brasil alcançou novo recorde.

Entre janeiro e abril de 2026, a venda de carne bovina do Brasil para a UE somou 28,78 mil toneladas métricas valor acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (23,83 mil toneladas).

O preço da carne bovina do Brasil exportada para a UE em abril de 2026 se aproxima do recorde mensal de junho de 2022, quando foi cotado a US$9,98 por kg. Pois é, em poucas oportunidades ao longo dos últimos anos, o preço médio da carne bovina do Brasil comercializada para os países da UE ficou acima de US$9,00 por kg e caminha para superar um patamar histórico, de US$10,0 por kg.

O fato é que a possível interrupção das exportações brasileiras de carnes e animais para a União Europeia, anunciada em maio (12) acontecerá apenas caso o Brasil não atenda às novas exigências regulatórias do mercado europeu.

Apesar da pressão da UE, o Brasil tem prazo até setembro de 2026 para adaptar seus produtos às novas regras estabelecidas pelo bloco. Embora seja esperado êxito nas negociações, o anúncio traz insegurança ao setor, especialmente para o produtor.

No entanto, anúncios como esse trazem mais insegurança e o produtor e traz maior volatilidade ao mercado que já segue receoso com a China, conflito no Oriente Médio e os reflexos no aumento dos custos de produção. O mercado futuro do boi gordo que já vem pressionado desde a segunda metade de abril, pode ser negativamente influenciado pela notícia.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está acompanhando de perto a atualização da lista da União Europeia sobre os países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco. A mudança faz parte das novas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária, que passam a valer para todos os países exportadores.

A medida acontece em um momento de pressão de produtores rurais europeus e de países como a França, que são contra o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Por isso, a FPA demonstra preocupação com possíveis tentativas de usar exigências técnicas como barreiras comerciais para prejudicar a competitividade do agro brasileiro.

O Brasil continua autorizado a exportar para a União Europeia. Uma possível restrição só poderá acontecer caso as garantias exigidas pelo bloco não sejam apresentadas até 3 de setembro de 2026.

A FPA reforça que a questão não está relacionada a problemas sanitários na pecuária brasileira.

E é importante lembrar que na primeira parcial de maio, a exportação de carne bovina do Brasil apresentou forte alta frente a maio de 2026.

Pois é, após a máxima para um mês de abril, em 2026, a exportação de carne bovina do Brasil caminha, a passos largos em maio, para nova máxima de venda para o período do ano.

Isso porque no acumulado dos 5 primeiros dias úteis de maio, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 17,17 mil toneladas métricas, valor 65,5% acima do praticado em maio de 2025, quando a média diária de venda foi de 10,38 mil toneladas métricas.

Vale lembrar que o preço da carne bovina exportada do Brasil alcançou patamar recorde em 2026, considerando os dados médios até abril. O preço da carne bovina exportada do Brasil nos primeiros 4 meses de 2026 foi de, em média, US$5,83 por kg, valor 17,2% acima do praticado no mesmo período de 2025 e pouco maior que a máxima anterior, de 2022 (US$5,76).

Nesse contexto, vale lembrar também que preço da carne bovina nos EUA renovou a máxima nominal para um mês de abril, em 2026 e reforça movimento de alta histórica no país. O preço da carne bovina nos EUA em abril de 2026 subiu quase 15,0% frente ao valor nominal de abril de 2025 e renovou a máxima nominal para o período pelo segundo ano consecutivo.

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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