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Preço futuro do boi gordo: deságio frente ao físico para maio na máxima!

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O preço futuro do boi gordo segue na direção contrária do mercado físico e o deságio para maio alcançou o maior patamar do vencimento no final da primeira metade de abril!

Apesar do mercado físico em alta e valor do animal pronto para o abate renovando as máximas históricas em valor nominal, o mercado futuro do boi gordo se mantém pressionado, para baixo, ao longo de abril.

Nesse contexto, vale destacar que o preço do boi gordo no mercado físico oi o destaque positivo na parcial até a primeira quinzena de abril, assim como no acumulado do ano, com a maior alta frente ao bezerro, milho e a soja!

No entanto, a perspectiva de preço da arroba para o curto prazo, ou seja, a partir de maio, segue de queda, pelo menos de acordo com os dados da B3. Aliás, a diferença do preço esperado do boi gordo para maio de 2026 em relação ao físico (Datagro) alcançou, em abril (15), o maior patamar para o vencimento (primeira Figura).

Isso porque o preço futuro do boi gordo para maio de 2026 (B3, valor de ajuste) foi cotado a R$350,1 por arroba, valor R$16,2 por arroba abaixo da referência no físico (R$366,3) e a maior diferença alcançada para o vencimento até aquele momento (abril, 15). No início de abril (1), o preço esperado do boi gordo para maio precificava alta de R$5,7 por arroba em relação ao físico (Datagro).

A Figura ilustra a diferença do preço esperado do boi gordo para maio de 2026 (B3, valor de ajuste) frente a referência no físico (Datagro), em Reais por arroba, desde outubro de 2025.

preço futuro do boi gordo
Fonte: Dados da B3 e Datagro (elaborado por Farmnews)

O preço futuro do boi gordo segue contrariando o movimento de alta no mercado físico, precificando queda para todos os contratos com vencimento ao longo de 2026.

O Farmnews tem discutido muito o assunto, sobre os movimentos especulativos e a volatilidade cada vez maior do mercado pecuário e as consequências negativas de quedas muito exageradas e descoladas do comportamento de preço da arroba no mercado físico.

Isso porque embora os contratos futuros do boi gordo estejam mais procurados em 2026, oscilações bruscas na B3 podem afastar investidores, especialmente os Pessoa Física. E principalmente, os pecuaristas menos familiarizados com a B3 podem ficar inseguros e tomar decisões em momentos inoportunos.

Vale lembrar que uma queda no período de safra vinha sendo precificada na B3. No entanto, o descolamento recente frente ao físico na primeira quinzena de abril foi grande. O contrato para vencimento em julho, por exemplo, precifica uma queda em torno de R$30,0 por arroba em relação ao físico (Datagro) no final da primeira metade de abril (Tabela abaixo).

A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba.

preço futuro do boi gordo

A valorização do Real frente ao dólar e o preço recorde do boi gordo pressiona as margens da indústria que, buscam formas de amenizar o impacto do cenário de alta nos preços. Algumas unidades estão em férias coletivas.

O fato é que a oferta de animais para o abate tende a diminuir nos próximos anos como consequência da menor produção de bezerros(as) devido ao forte ritmo de abate de fêmeas nos últimos anos. Além disso há expectativa de redução na oferta de fêmeas para o abate, especialmente ao longo da segunda metade de 2026, devido aos patamares recordes de preço do bezerro. É o efeito do ciclo pecuário de longo prazo!

É importante destacar que até 2025 o ritmo de abate de fêmeas no Brasil seguiu forte e subiu por 4 anos consecutivos. Em 2026 a tendência é que isso comece a diminuir, embora o USDA tenha revisado, para cima, a expectativa de produção de carne bovina no Brasil em 2026. E isso merece atenção, caso confirmado!

E do lado da demanda, os receios com relação a China são justificados. Contudo, temos destacado para o aumento da demanda por carne bovina de outros países e a gradativa queda na participação chinesa na exportação de carne bovina do Brasil. Claro, essa queda na participação ainda é discreta, mas vem acontecendo.

A exportação de bovinos vivos do Brasil também vem renovando as máximas históricas, em patamares muito acima do praticado no mesmo período dos anos anteriores, em 2026.

Além da venda internacional aquecida, o consumo doméstico de carne bovina para 2026, no Brasil, foi revisado para cima em abril. consumo de carne bovina no Brasil em 2026 foi revisado de 7,75 milhões de toneladas em equivalente carcaça para 8,15 milhões de toneladas, aumento de 5,1% frente a expectativa apresentada em dezembro de 2025.

A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em abril (13).

preço futuro do boi gordo
Fonte: Dados da B3 e Datagro (elaborado por Farmnews)

E mudando de assunto, vale destacar que o indicador de arrobas de boi gordo por bezerro caiu na parcial de abril, alcançando inclusive o menor patamar de 2026, embora siga acima dos valores observados nos meses de abril, até 2022. Isso mostra que embora acima dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores, o poder de compra do pecuarista que depende da reposição no mercado melhorou ao longo de 2026.

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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