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Demanda por carne bovina enfraquece, mas preço no varejo segue firme

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Sem surpresas, a demanda por carne bovina segue caindo no final de maio e deve seguir fraca até a virada do mês!

Com o avanço do mês, as vendas enfraqueceram diante da menor presença dos consumidores nos supermercados em busca de carne bovina.

A entrada da segunda quinzena de maio, período que, sazonalmente, apresenta menor demanda por carne bovina devido à redução do poder de compra do consumidor, manteve o comportamento esperado, com o varejo registrando ritmo mais lento de vendas e refletindo diretamente no desempenho do atacado.

No atacado de carne com osso, as cotações das carcaças estão em queda, acumulando recuos pela quarta semana consecutiva.

Com a fraca demanda por carne bovina, o preço da carne com osso no atacado segue pressionado e, acumulando recuos pela quarta semana consecutiva.

A carcaça casada do boi capão recuou 2,4%, negociada em R$23,90/kg, enquanto a do boi inteiro caiu 1,3%, cotada em R$22,75/kg. Entre as fêmeas, a carcaça da vaca teve desvalorização de 1,3%, comercializada em R$21,70/kg, e a da novilha apresentou queda de 3,3%, negociada em R$22,00/kg.

O destaque foi a carcaça 1×1 do traseiro do boi capão, que registrou retração de 3,5%, cotada em R$26,55/kg.

No atacado de carne sem osso, o cenário também foi de queda, com a média geral recuando 0,3%, pressionada pela desvalorização dos cortes do traseiro.

A média dos cortes do traseiro caiu 0,5%, influenciada pela baixa em nove cortes, enquanto seis permaneceram estáveis e um apresentou valorização. O miolo de alcatra foi o principal destaque negativo, com queda de 2,5%.

Por outro lado, a média dos cortes do dianteiro registrou alta de 0,2%, com três cortes em alta, dois em baixa e um sem alteração. A maior valorização foi observada na paleta com músculo.

No varejo, a média dos preços avançou em parte dos estados, com exceção do Paraná, que apresentou retração.

No Paraná, a queda foi de 0,6%, puxada pela desvalorização de 4,2% do filé mignon sem cordão. No estado, sete cortes apresentaram queda, sete registraram alta e outros sete permaneceram estáveis.

Em São Paulo, embora a maior variação tenha sido negativa, de 4,2% para o patinho, a média apresentou alta de 0,3%, sustentada pelo avanço de nove cortes, enquanto cinco caíram e sete não tiveram alterações.

Em Minas Gerais, a média registrou alta de 0,1%, sustentada pela valorização de 11 cortes, frente a cinco quedas e cinco sem variação. Apesar disso, a maior oscilação observada foi na picanha, que caiu 4,6%.

No Rio de Janeiro, a média avançou 0,9%. Mesmo com a maior variação sendo a queda de 3,9% do filé mignon sem cordão, a valorização na média foi sustentada pela alta de 11 cortes, enquanto seis recuaram e quatro permaneceram estáveis.

No curto prazo, a expectativa é de manutenção desse cenário, acompanhando o avanço do fim do mês.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg

demanda por carne bovina

Veja também que o preço do frango no atacado voltou a subir em maio, alcançando o maior patamar de 2026 e acumulando o segundo mês consecutivo de recuperação.

O preço do frango congelado no atacado paulista foi cotado, em média, a R$7,53 por kg na parcial de maio de 2026, o maior valor do ano até aquele momento, mas abaixo do valor nominal praticado no mesmo período do ano anterior.

E ao contrário do preço do frango que mostrou recuperação em maio, o preço do suíno vivo se mantém bastante pressionado em maio, próximo da mínima do ano e acumulando perda de quase 40,0% frente ao valor que encerrou 2025.

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

demanda por carne bovina

O preço da carne bovina exportada do Brasil voltou a subir na parcial de maio, se aproximando dos maiores patamares históricos, de 2022.

Vale destacar que a segunda parcial de maio de 2026 sinaliza para novo recorde de exportação de carne bovina para o período do ano, mas o ritmo de embarque caiu frente a semana anterior. A exportação de carne bovina do Brasil nos primeiros 10 dias úteis de maio foi de, em média, 14,13 mil toneladas, valor 36,2% acima do observado em maio de 2025 de 10,38 mil toneladas.

O preço médio parcial em maio de 2026 de US$6,46 por kg foi o maior desde julho de 2022 (US$6,55) e, 24,2% acima do valor nominal praticado em maio de 2025 quando foi de, em média, US$5,20 por kg.

E o ágio do preço da carne bovina exportada do Brasil em relação ao boi gordo (Cepea) na parcial de maio de 2026 foi de 37,8%, o patamar mais alto em relação aos meses anteriores e pouco abaixo do que foi observado em janeiro (39,1%).

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