O Farmnews atualizou os dados do preço futuro do milho e o comparou com o valor do grão no mercado físico no início de maio.
O fato é que o preço do milho iniciou maio pressionado, tanto no mercado físico como futuro. O preço do grão (Cepea) voltou a se aproximar da mínima de 2026 em maio (primeira Figura), acumulando queda de 0,7% nos primeiros dias de maio (6), frente ao valor que encerrou o mês anterior e 4,4% de perda na parcial do ano, em relação ao valor que encerrou 2025.
Vale lembrar também que o Farmnews comparou o preço do milho nos meses de abril, entre 2018 e 2026, avaliado em Reais (clique aqui) como em dólares (clique aqui).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do milho (Cepea), em Reais por saca, desde 2024.

A queda do preço do grão no mercado físico foi acompanhada da queda no preço esperado do milho para 2026 e início de 2027. Aliás, nos primeiros dias de maio, a queda no preço futuro do milho foi maior que a observada no físico, enquanto considerando um período maior de tempo, ou seja, ao longo das últimas semanas, a perda no preço futuro do milho foi menor.
Isso porque entre o dia 9 de abril e 6 de maio, o preço do milho (Cepea) caiu 4,6%, perda maior que a observada para todos os contratos com vencimento em aberto na B3 (Tabela).
O preço futuro do milho caiu para todos os contratos com vencimento em aberto na B3 nos primeiros dias de maio, com destaque a perda no valor dos contratos para maio e junho de 2026 (Tabela).
A Tabela apresenta os dados do preço do milho (Cepea) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre maio de 2026 e maio de 2027, em Reais por saca.

A expectativa do mercado futuro do milho (B3) para o curto prazo é de relativa estabilidade entre maio e julho e uma gradativa recuperação mais significativa a partir de setembro (segunda Figura).
A perspectiva para o início de 2027 segue mais otimista, com o preço esperado do milho em patamares próximos de R$74,0 por saca. Lembrando que no início de 2026 o preço médio do milho (Cepea) nos meses de janeiro e março foi de, respectivamente, R$67,8 e R$70,9 por saca.
A Figura abaixo apresenta dados de preço do milho no mercado físico (Cepea) e dos contratos futuros, segundo B3, entre maio de 2026 e maio de 2027, em Reais por saca, no dia 6 de maio, considerando os valores do ajuste.

A procura dos investidores pelos contratos futuros do milho segue aumentando no final de abril e, acumulando a quinta semana consecutiva de alta nas posições em aberto na B3.
O estoque mundial de milho foi revisado para cima em abril de 2026, com expectativa de alcançar 294,81 milhões de toneladas. Apesar da alta frente a estimativa anterior, o valor segue abaixo do que foi observado nas safras anteriores.
É importante observar também que a exportação de milho do Brasil no 1° trimestre de 2026 foi 15,0% acima do valor observado no mesmo período de 2025, mas atrás do que foi comercializado em 2024 e 2025. A venda de milho brasileiro para o mercado internacional entre janeiro e março de 2026 somou 6,78 milhões de toneladas, enquanto no 1° trimestre de 2025 o valor foi de 5,89 milhões de toneladas. No 1° trimestre de 2024 e 2025 a exportação foi de, respectivamente, 9,78 e 7,01 milhões de toneladas.
Saiba também que a queda no preço do milho impulsionou o poder de compra do pecuarista em relação ao grão. Em poucas oportunidades ficou acima de 5,0 sacas por arroba de boi gordo e em 2026 aconteceu tanto em fevereiro como em abril.
Por outro lado, quando o assunto é o poder de compra do pecuarista que depende da compra do bezerro o cenário é completamente diferente do milho. Isso porque o custo da reposição do rebanho no mercado é algo que preocupa o pecuarista, especialmente nos ciclos de alta de longo prazo.
Com o preço do bezerro renovando as máximas históricas é fundamental avaliar o poder de compra do momento de repor o rebanho no mercado. Em 2026, pelo menos em abril, a relação de troca não foi das piores. Apesar do indicador de arrobas de boi gordo por bezerro tenha voltado a subir em abril de 2026 frente ao mesmo período dos anos anteriores, ficou distante da máxima de 2021.
No entanto, considerando os valores médios dos primeiros 4 meses de 2026, o cenário muda. O custo da reposição do rebanho, na parcial de 2026, até abril, se aproxima da máxima histórica de 2021, quando foi de, em média, 9,38 arrobas de boi gordo por bezerro (Cepea).
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