Com a entrada dos salários, as vendas de carne bovina no varejo retomaram o ritmo na parcial de abril!
Após o fim de semana com o feriado de Páscoa, em que as vendas de carne bovina no varejo ocorreram em ritmo considerável, como esperado, a expectativa para o setor atacadista era de uma ressaca de feriado, com o varejo desabastecido e necessitando de grande volume para recompor os estoques.
No entanto, apesar da movimentação no varejo no fim de semana e no início da semana, isso não foi suficiente para gerar forte demanda no atacado, que começou a semana em um bom ritmo, mas perdeu fôlego ao longo dos dias, porém, parte do segmento esteve firme e em alta.
No atacado de carne com osso, a alta foi generalizada para todas as carcaças casadas.
Para a carcaça casada do boi capão, o aumento foi de 1,5%, negociada em R$24,25/kg, enquanto a do boi inteiro subiu 1,7%, cotada em R$23,30/kg.
Entre as fêmeas, a vaca apresentou alta de 1,1%, comercializada em R$22,15/kg, e a novilha de 0,9%, apregoada em R$22,70/kg.
No atacado de carne sem osso, a cotação média geral permaneceu estável. A média dos cortes do traseiro sustentou esse cenário, não apresentando variação.
Entre os cortes do traseiro, 11 recuaram e cinco permaneceram estáveis, com destaque para a picanha B, que caiu 3,0%.
Já a média dos cortes do dianteiro subiu 1,8%, com cinco cortes em alta e um estável, com destaque para o peito e a paleta sem músculo.
No varejo, com exceção do Paraná, onde a média caiu, os demais estados registraram alta.
Em São Paulo, após um ajuste negativo na semana anterior (após sucessivas altas), a média subiu 0,9%, com 12 cortes em alta, seis em queda e três estáveis. A picanha foi o corte que apresentou maior variação, com alta de 4,7%.
Em Minas Gerais, houve valorização de 0,7% na média geral, com 14 cortes em alta, três em queda e quatro estáveis. A maior alteração foi a do miolo de alcatra, com alta de 4,0%.
No Rio de Janeiro, a média subiu 1,3%, com 14 cortes em alta e sete em queda, com o patinho se destacando, valorizando 4,2%.
Por outro lado, o Paraná registrou recuo de 0,9% na média, com 13 cortes em queda, seis em alta e dois estáveis. O destaque foi o cupim, com queda de 2,8%.
No curto prazo, a expectativa é de que as vendas de carne bovina sigam em bom ritmo. E por falar no consumo doméstico, vale lembrar que o USDA revisou para cima a expectativa de demanda de carne bovina no Brasil em 2026.
Pois é, o consumo doméstico de carne bovina para 2026, no Brasil, foi revisado para cima em abril. O consumo de carne bovina no Brasil em 2026 foi revisado de 7,75 milhões de toneladas em equivalente carcaça para 8,15 milhões de toneladas, aumento de 5,1% frente a expectativa apresentada em dezembro de 2025.
Apesar do aumento na expectativa de demanda doméstica por carne bovina no Brasil, o consumo em 2026 deve ser o menor desde 2023. E a exemplo do Brasil, a expectativa de demanda para o México e os EUA também subiu de modo mais significativo.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

A exportação de bovinos vivos do Brasil também disparou em março e no 1° trimestre de 2026, alcançando patamares recordes e muito acima dos anos anteriores. Assim como para a exportação de carne bovina brasileira, a venda de bovinos vivos do Brasil tem alcançado patamares recordes em 2026, muito acima dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores.
Como temos destacado no Farmnews, a exportação de carne bovina do Brasil está cada vez mais disputada no mercado internacional. Mas os bovinos vivos do Brasil também estão. E, como estão.
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg

Veja também que os dados parciais da exportação de carne bovina brasileira no acumulado das duas primeiras semanas de abril mostraram alta frente aos valores observados em abril de 2025 e, com isso, caminham para nova máxima para um mês de abril, em 2026.
E novo recorde é esperado em abril justamente porque o Brasil apresentou uma média diária de embarque de carne bovina in natura de 13,89 mil toneladas métricas nos primeiros 7 dias úteis de abril de 2026, valor 15,1% acima do que foi observado em abril de 2021, quando em 20 dias úteis, a média diária de embarque ficou em 12,07 mil toneladas métricas.
O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!





