O preço do bezerro segue mantendo o ritmo de alta e renovando a máxima nominal ao longo de abril de 2026.
O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) foi cotado a R$3.381,6 por cabeça em abril (22), o maior valor nominal diário e, acumulando alta de 2,7% frente ao último valor praticado no mês anterior (R$3,293,9). Em relação ao final de 2025 (R$3.066,6), o preço da categoria de reposição subiu 10,3% e segue cada vez mais descolado, para cima, dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores (primeira Figura).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por cabeça, desde 2024.

O preço do bezerro, além da máxima diária, renovou também o valor médio mensal em abril de 2026, ainda que os dados sejam parciais e, alcançando o oitavo mês consecutivo de valorização (segunda Figura).
A expectativa é que o preço do bezerro se mantenha firme ao longo de 2026. E apesar do preço da categoria de reposição renovando a máxima em abril, a relação de troca melhorou no mês, como resultado de um preço do boi gordo também em alta.
O ágio do bezerro frente ao boi gordo subiu em abril de 2026 frente ao mesmo período dos anos anteriores, mas segue distante da máxima para o período do ano, de 2021. O ágio do bezerro frente ao boi gordo na parcial de abril de 2026 de 39,1% foi o maior para o período do ano desde 2021. No entanto, o valor segue abaixo que foi praticado nas máximas históricas para um mês de abril, justamente em 2021 e também em 2015.
No entanto, os dados do mercado futuro do boi gordo, descolados do físico, sinalizam uma expectativa de preço que preocupa o produtor, especialmente devido a intensidade do movimento de queda projetado na B3, especialmente no curto prazo.
O Farmnews tem ressaltado a importância em entender que descolamentos entre o mercado futuro e físico acontecem e do cuidado do pecuarista em avaliar os fundamentos do mercado e, principalmente suas estratégias de vendas.
Os efeitos negativos desse descolamento de preço no mercado futuro, na percepção do pecuarista foi um dos temas discutidos pelo Farmnews. Isso porque muitas vezes o preço futuro do boi gordo pode sim estimular uma maior intenção de venda no físico e é esse o cuidado que temos destacado aqui. Claro, o momento da decisão de venda é particular a cada pecuarista, de acordo com sua estratégia e recursos, tanto operacionais como financeiros. Mas é importante estar atento também aos fundamentos e não apenas na B3.
O fato é que, caso esse movimento de queda na B3 reflete em uma teórica piora na relação de troca do produtor. Claro, estamos falando de mercado futuro e, expectativa baseada em movimentos especulativos. Mas, se avaliarmos a perspectiva de preço para maio e junho, por exemplo, de acordo com os dados da B3, o poder de compra do pecuarista tende a diminuir e, muito, considerando um mercado de reposição com preços firmes.
A Figura apresenta os dados médios do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por cabeça, entre janeiro de 2020 e a parcial de abril de 2026 (até o dia 22).

E mudando de assunto, o preço médio de venda da carne bovina do Brasil para o mercado internacional foi recorde para um 1° trimestre, em 2026. Pois é, além do recorde de vendas, o preço médio de exportação da carne bovina brasileira tem sido destaque em 2026 que, superou o recorde anterior para o período do ano, de 2022.
Os patamares recordes do preço da carne bovina exportada do Brasil brasileira têm sido impulsionados, pela alta no preço dos principais importadores, em especial dos EUA, Chile, UE e Rússia que renovaram as máximas para o 1° trimestre, em 2026.
Nesse contexto, o Farmnews apresentou a evolução do preço da carne exportada do Brasil para os principais importadores no 1° trimestre desde 2026.
O USDA também atualizou, em abril, os dados de exportação de carne bovina do Brasil para 2026 e dos maiores exportadores mundiais.
Em dezembro de 2025 o USDA estimava uma exportação mundial de carne bovina de 13,53 milhões de toneladas em equivalente carcaça, valor pouco abaixo do valor de 2025, de 13,93 milhões de toneladas. No entanto, em abril de 2026, essa expectativa foi revisada para cima em 2,05%, para 13,81 milhões de toneladas. O valor ainda deve ficar pouco abaixo de 2025, quando alcançou patamar recorde!
O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!





