O preço do boi gordo voltou a subir forte em julho (21), após a maior alta diária de 2026 na véspera e, recuperando o patamar acima de R$340,0 por arroba.
O movimento de recuperação aconteceu pelo sexto dia consecutivo em julho (21) e no acumulado da última semana, ou seja, entre os dias 14 e 21 de julho, subiu mais de R$12,0 por arroba.
A oferta restrita mantém o mercado valorizado, mesmo diante da queda no ritmo de embarque de carne bovina do Brasil para a China (clique aqui).
E o movimento de alta no físico aumenta a expectativa para os contratos futuros do boi gordo que renovam as máximas para os respectivos vencimentos, especialmente daqueles que vencem a partir de setembro (clique aqui).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Datagro), em Reais por arroba, em 2026.

O preço do boi gordo (Datagro) foi cotado a R$341,0 por arroba em julho (21), o maior valor há quase 1 mês. Isso porque desde junho (22) o preço não era cotado acima de R$340,0 por arroba.
Nesse contexto de recuperação do preço da arroba, o Farmnews destacou que o preço corrigido do boi gordo, em 2026, sugere que o movimento de alta ainda não alcançou a máxima para o atual ciclo de longo prazo.
Apesar da maior volatilidade e dos riscos geopolíticos cada vez mais presentes, os fundamentos da pecuária permanecem firmes.
Em outras palavras, apesar das incertezas e das oscilações de curto prazo cada vez maiores, o movimento de valorização da pecuária de corte predomina no longo prazo.
Não podemos esquecer que apesar das incertezas e insegurança com relação a conflitos, protecionismo, economia etc, o abate de fêmeas segue renovando a máxima e aumenta a preocupação com relação à oferta futura de animais para o abate. O que tende a pressionar ainda mais os preços do boi gordo no longo prazo.
O abate oficial de bovinos no Brasil no 1º trimestre foi novamente recorde, impulsionado também pelo forte aumento do abate de vacas e novilhas. Aliás, nunca foram abatidas tantas fêmeas no 1º trimestre de um ano como em 2026.
No 1º trimestre de 2026 a taxa de abate de fêmeas (vacas e novilhas) alcançou 49,9%, o patamar mais alto para o período do ano e, muito acima da média para um 1º trimestre, de 44,4%, considerando os valores entre 2010 e 2026.
O mercado futuro do boi gordo inclusive sinaliza um movimento de recuperação para a segunda metade de 2026 e início de 2027, com destaque para a expectativa dos contratos a partir de setembro, no maior patamar para os respectivos vencimentos em julho. Clique aqui e confira!
O Farmnews também apresentou os dados históricos do preço corrigido do bezerro.
Embora o preço nominal da categoria de reposição esteja renovando a máxima no ano, o potencial de alta permanece expressivo, principalmente quando avaliamos o comportamento histórico do preço corrigido do bezerro no longo prazo e o atual cenário de abate de fêmeas no Brasil (clique aqui).
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