O Farmnews apresenta os primeiros dados do USDA para a expectativa de consumo e produção mundial de milho para a safra 2026/27
O USDA apresentou, em maio de 2026, os primeiros dados da previsão da oferta e demanda mundial de milho, além do estoque final do grão para 2026/27 e o Farmnews comparou os dados com as safras anteriores.
A previsão do USDA é que a produção mundial de milho caia na safra 2026/27, com perspectiva de 1,29 bilhão de toneladas, valor 1,3% abaixo da expectativa para a safra 2025/26 que, inclusive será recorde histórico, como mostram os dados da primeira Tabela abaixo.
A Tabela apresenta os dados de produção mundial de milho e por país produtor, em milhões de toneladas, segundo dados do USDA, revisados em maio de 2026.

A produção mundial de milho na safra 2026/27 deve cair na safra 2026/27, após o recorde histórico de 2025/26. A queda foi impulsionada, principalmente pela expectativa de queda na produção dos EUA e Argentina (Tabela acima).
No Brasil, a perspectiva do USDA de maio de 2026 é que a safra 2026/27 alcance 139,00 milhões de toneladas, um aumento de 4,00 milhões de toneladas frente a estimativa atual da safra 2025/26.
Vale observar que entre os principais países produtores de milho, é esperada uma queda de produção apenas nos EUA e Argentina, como destacado (Tabela acima).
E ao contrário da produção, a demanda mundial de milho deve aumentar na próxima safra (2026/27), como mostram os dados da segunda Tabela.
A Tabela apresenta os dados da demanda mundial de milho e por país produtor, em milhões de toneladas, segundo dados do USDA, revisados em maio de 2026.

A demanda mundial de milho deve apresentar leve aumento e alcançar 1,31 bilhão de toneladas na safra 2026/27, enquanto a queda esperada na produção aumenta a pressão no estoque final do grão.
O USDA estima aumento de demanda para todos os principais países consumidores de milho, com exceção dos EUA que deve apresentar leve queda na demanda.
O fato é que é estimada queda importante no estoque final de milho entre os principais países consumidores, com exceção do México. Na China o estoque final de milho em 2026/27 deve cair 6,7%, enquanto nos EUA a queda prevista é de 8,6%, de acordo com os dados do USDA de maio de 2026.
No Brasil, o estoque final de milho deve cair 1,7% em 2026/27 e alcançar 11,38 milhões de toneladas. No entanto, a maior queda relativa deve acontecer para os países da UE, com estoque estimado em 4,88 milhões de toneladas, em 2026/27, valor 20,0% abaixo da esperada em 2025/26 (6,10 milhões de toneladas).
Com o aumento da demanda e a queda na oferta, o estoque mundial de milho deve cair de modo significativo na safra 2026/27 frente as safras anteriores. Mas, claro, essa é a primeira estimativa e ainda muita coisa pode e deve mudar!
A Tabela apresenta os dados de estoque final de milho no mundo e por país, em milhões de toneladas, segundo dados do USDA, revisados em abril de 2026.

O Farmnews também apresentou os primeiros dados do USDA para a expectativa da oferta e demanda mundial de soja para a safra 2026/27.
A demanda mundial de soja deve aumentar acima da alta esperada na produção e alcançar 383,14 milhões de toneladas na safra 2026/27, um aumento de 3,7% frente a estimativa para a safra atual, de 369,53 milhões de toneladas.
E mudando de assunto, o Farmnews apresentou os dados de venda dos principais exportadores de ureia para o Brasil em 2026, até abril.
Vale destacar que a importação de fertilizantes pelo Brasil caiu em abril de 2026 quando comparado ao mesmo período de 2025, enquanto o preço de compra sobe e alcança maior patamar desde 2023.
E alta no preço médio de importação de fertilizantes pelo Brasil em abril de 2026 foi impulsionado principalmente pela valorização no preço da ureia que disparou em virtude do conflito no Oriente Médio e as implicações logísticas relacionadas ao estreito de Ormuz.
E por falar na matéria-prima, a importação de ureia pelo Brasil, em 2026, segue pressionada, e em abril voltou a cair frente ao mesmo período de 2025. O preço da ureia importada (FOB) alcançou o maior valor desde novembro de 2022.
E entre os principais exportadores de ureia para o Brasil, o destaque até abril de 2026 ficou para a queda nas compras da Nigéria e o aumento da importação da Rússia
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