A exportação de carne bovina do Brasil voltou a cair na parcial de junho, considerando os dados da terceira semana do mês.
Apesar da queda, no acumulado do mês de junho, até o décimo quarto dia útil, a média diária de embarque de carne bovina do Brasil foi de 13,36 mil toneladas métricas, valor 10,9% acima da média diária de venda de junho de 2026, quando foi recorde para o período do ano.
Vale lembrar que na primeira parcial de junho de 2026, no acumulado da primeira semana do mês, o que incluiu 4 dias úteis, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 15,64 mil toneladas, valor 29,8% acima da média diária de junho de 2025, de 12,05 mil toneladas (considerando 20 dias úteis).
No acumulado até a segunda semana do mês que, considerou os dados de 9 dias úteis, a média diária de embarque caiu para 14,40 mil toneladas métricas, valor 19,6% acima do que foi praticado em junho de 2025.
E agora, no acumulado até a terceira semana do mês, a exportação de carne bovina do Brasil voltou a cair, alcançando média diária de 13,36 mil toneladas métricas, mas ainda acima do recorde anterior, de junho de 2025 (12,05 mil toneladas).
Em valores absolutos, a venda de carne bovina in natura do Brasil somou 187,08 mil toneladas métricas, valor 77,6% do total observado em junho de 2025, de 241,10 mil toneladas.
O fato é que apesar da queda no ritmo de venda de carne bovina do Brasil para o mercado internacional ao longo de junho, a expectativa é que novo recorde seja alcançado para um mês de junho, em 2026. Claro, para isso o ritmo de venda não pode cair mais. Vamos acompanhar.
O lado bom da queda no ritmo de venda é que isso indica que a velocidade do alcance do limite de cota de exportação de carne bovina do Brasil para a China tende a diminuir.
Aliás, o mercado futuro do boi gordo mostrou forte recuperação no preço do boi gordo para julho de 2026 e isso pode ser reflexo na expectativa que a cota, sem tarifa adicional, de exportação de carne bovina do Brasil seja alcançada em um horizonte maior de tempo.
E é sempre importante lembrar que a exportação de carne bovina in natura do Brasil somou 261,94 mil toneladas métricas em maio de 2026, valor 20,1% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (218,07 mil toneladas). No acumulado entre janeiro e maio de 2026, os embarques de carne bovina in natura do Brasil somaram 1,21 milhão de toneladas métricas, valor 16,2% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (1,04 milhão de toneladas).
E além do recorde de venda de carne bovina, a exportação de bovinos vivos do Brasil também foi recorde para um mês de maio, em 2026, com destaque a alta do preço dos animais.
Saiba também que o preço futuro do boi gordo embora permaneça abaixo do físico para os contratos mais próximos do vencimento, tem pouco a pouco mostrando uma perspectiva mais otimista para os meses finais do ano, especialmente para o vencimento de dezembro (clique aqui).
Vale destacar também que o número de contratos futuros do boi gordo em aberto na B3 ficou praticamente estável na terceira parcial de junho, revelando o baixo apetite do investidor nesse momento.
O fato é que a procura do investidor pelo contrato futuro do boi gordo foi pequena na terceira parcial de junho, com a queda esperada nas posições em aberto para junho não sendo compensada pelo aumento de demanda para os demais vencimentos.
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